Jornalismo com Credibilidade.

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Salário médio do trabalhador amplia recorde e chega a R$ 3.722

Em um ano, valor sobe 5,5% acima da inflação

Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia

O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026. Esse valor representa acréscimo real – já descontada a inflação – de 5,5% em relação ao registrado no mesmo período de 2025. É o maior registrado em toda série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

O trimestre encerrado em março é o segundo consecutivo em que o salário médio supera a casa dos R$ 3,7 mil. No período de três meses terminado em fevereiro, o rendimento foi de R$ 3.702. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, quando o valor era de R$ 3.662, houve expansão de 1,6%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

A pesquisa do IBGE coleta informações de dez grupos de atividades. Em oito deles, o rendimento médio ficou estável (sem variação significativa). Em dois, houve aumento médio de salários: no comércio, alta de 3% (mais R$ 86); na administração pública, 2,5% (mais R$ 127).

Causas

A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, considera que parte desse rendimento recorde pode ser atribuída ao aumento do salário mínimo, no começo de janeiro, fixado em R$ 1.621.

“Pode ter uma participação já dessa questão do reajuste do salário mínimo, que é uma recomposição e até ganhos reais [acima da inflação].”

No entanto, a analista destaca outro fator: no primeiro trimestre de 2026 houve redução de 1 milhão de pessoas na quantidade de trabalhadores ocupados em comparação com o quarto trimestre de 2025.

A diminuição do contingente foi mais concentrada em trabalhadores informais, que ganham menos.

“Então, a média de rendimento dos que estão ocupados nesse primeiro trimestre de 2026, comparativamente, é maior que a média de rendimento do quarto trimestre”, completa.

Rendimentos

A pesquisa do IBGE mostrou ainda que a massa de rendimento dos trabalhadores ficou em R$ 374,8 bilhões, também a maior já apurada na série histórica.

Esse montante é o somatório dos salários de todos os trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança.

Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, a massa salarial cresceu 7,1% acima da inflação. Isso representa, no total, R$ 24,8 bilhões a mais na mão dos trabalhadores no intervalo de um ano.

Previdência

O IBGE identificou que a parcela de pessoas contribuintes para fins de previdência no primeiro trimestre de 2026 ficou em 66,9% dos trabalhadores ocupados.

Esse é a maior proporção já registrada pela pesquisa e representa 68.174 milhões de trabalhadores protegidos socialmente.

Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

De acordo com Adriana Beringuy, a explicação para o recorde de participação está na queda da informalidade. “Os informais contribuem menos para a previdência.”

No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais, ou seja, sem direitos trabalhistas garantidos.

No fim de 2025, a taxa era de 37,6%, enquanto no primeiro trimestre de 2025 era 38%.

O IBGE esclarece que um trabalhador informal (por exemplo, um conta própria sem CNPJ) pode ser contribuinte individual do INSS.

Desemprego menor

A Pnad é o principal retrato do emprego no país e apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

No primeiro trimestre do ano, a taxa de desemprego ficou em 6,1%, a menor já registrada para o período.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasil

Veja como votaram os parlamentares baianos sobre penas do 8/1

Na Câmara dos Deputados, o veto foi derrubado por 318 votos favoráveis e 144 contrários. Já no Senado Federal, foram 49 votos pela derrubada e 24 pela manutenção do veto presidencial.

Foto: Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

 

O Congresso Nacional rejeitou, na tarde desta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, que permite a redução de penas de pessoas condenadas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Na Câmara dos Deputados, o veto foi derrubado por 318 votos favoráveis e 144 contrários. Já no Senado Federal, foram 49 votos pela derrubada e 24 pela manutenção do veto presidencial.

Com a quarta maior bancada da Câmara, composta por 39 deputados federais, a Bahia teve participação relevante na votação. Entre os deputados baianos, 17 votaram pela derrubada do veto, 15 pela manutenção e 7 se ausentaram.

No Senado, a bancada baiana apresentou posições distintas: Otto Alencar (PSD) votou pela manutenção do veto, Ângelo Coronel (Republicanos) pela derrubada e Jaques Wagner (PT) não participou da votação. 

Com a rejeição do veto pelo Congresso, o trecho vetado do projeto passa a valer, alterando as regras de dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. A decisão beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Deputados que votaram para manter o veto:

 Afonso Florence (PT)

  1. Alice Portugal (PCdoB)
  2. Bacelar (PV)
  3. Daniel Almeida (PCdoB)
  4. Félix Mendonça Jr (PDT)
  5. Gabriel Nunes (PSD)
  6. Ivoneide Caetano (PT)
  7. Jorge Solla (PT)
  8. Joseildo Ramos (PT)
  9. Lídice da Mata (PSB)
  10. Mário Negromonte Júnior (PSB)
  11. Ricardo Maia (MDB)
  12. Valmir Assunção (PT)
  13. Waldenor Pereira (PT)
  14. Zé Neto (PT)

 Deputados que votaram contra o veto:

 Adolfo Viana (PSDB)

  1. Arthur O. Maia (União)
  2. Capitão Alden (PL)
  3. Claudio Cajado (PP)
  4. Diego Coronel (Republicanos)
  5. Elmar Nascimento (União)
  6. João Carlos Bacelar (PL)
  7. Jorge Araújo (PP)
  8. José Rocha (União)
  9. Leur Lomanto Jr. (União)
  10. Marcelo Nilo (Republicanos)
  11. Márcio Marinho (Republicanos)
  12. Pastor Isidório (Avante)
  13. Paulo Azi (União)
  14. Roberta Roma (PL)
  15. Rogéria Santos (Republicanos)
  16. Sérgio Brito (PSD)

 Deputados ausentes:

 Antonio Brito (PSD)

  1. Charles Fernandes (PSD)
  2. Dal Barreto (União)
  3. Leo Prates (Republicanos)
  4. Neto Carletto (Avante)
  5. Paulo Magalhães (PSD)
  6. Raimundo Costa (PSD)

 

Fonte G1

Suspeito de matar jovem e abandonar corpo na praia é preso em Salvador

Vítima foi baleada após ter o veículo roubado em fevereiro deste ano

Foto: Divulgação SSP

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação Faixa de Areia, que resultou na prisão de um homem, de 19 anos, investigado pelo crime de latrocínio. O crime ocorreu em fevereiro deste ano, no bairro de Stella Maris, tendo como vítima Kelvin Gomes de Souza, de 27 anos, que foi alvejado por disparos de arma de fogo.

Segundo informações das investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFV), unidade pertencente ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), dois homens, que estavam em um automóvel, subtraíram o veículo da vítima e efetuaram disparos de arma de fogo contra ela. O corpo foi encontrado em uma faixa de areia de uma praia da região.

Durante as diligências, o veículo utilizado na ação criminosa foi localizado abandonado nas imediações do bairro Vila Verde, em Mussurunga. O suspeito foi localizado pelas equipes policiais no bairro de São Cristóvão.

A Operação Faixa de Areia, deflagrada pela DRFV, teve apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos em Coletivos (Derrc), da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS) e da Coordenação de Repressão a Furtos e Roubos Contra Instituições Financeiras.

O investigado foi conduzido à unidade policial, onde foi cumprido um mandado de prisão preventiva em seu desfavor. Ele segue custodiado, à disposição do Poder Judiciário. As investigações seguem em curso, com o objetivo de esclarecer completamente a dinâmica do crime, identificar outros envolvidos e promover a responsabilização penal de todos os investigados.


Em nova derrota de Lula, Congresso reduz pena de Bolsonaro e de outros condenados

Na Câmara, foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. No Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra a derrubada do veto.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal rejeitaram, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como "PL da Dosimetria", que reduz penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. A análise agora segue para o Senado.

Na Câmara, foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. No Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra a derrubada do veto.

Para que o veto fosse derrubado, eram necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

O projeto permite a redução de penas de condenados por atos antidemocráticos e pode beneficiar ao menos 280 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Situação de Bolonaro

Bolsonaro está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde, mas, em tese, segue em regime fechado, após condenação de 27 anos e três meses por tentativa de golpe.

Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia passar ao regime semiaberto em 2033.

Especialistas estimam que, caso o projeto passe a valer, o ex-presidente pode migrar de regime em um prazo entre dois e quatro anos.

O texto impede a soma de dois crimes — abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado —, estabelecendo que deve ser aplicada apenas a pena do crime mais grave, com acréscimo de um sexto até a metade.

A proposta também prevê redução de pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.

O texto será encaminhado para promulgação. O presidente da República terá até 48 horas para promulgar a lei.

Caso isso não ocorra, a tarefa caberá ao presidente do Senado e, posteriormente, ao vice-presidente da Casa. Após a promulgação e publicação oficial, a nova regra passa a valer.

Mesmo após entrar em vigor, a lei poderá ser questionada no Supremo Tribunal Federal, que poderá decidir sobre a validade das mudanças.

A votação ocorre em meio a uma crise entre o governo e o Congresso. Na terça-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF — a primeira vez desde 1894 que um indicado ao Supremo é barrado.

Manobra antes da votação

Antes da votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), adotou uma manobra para evitar conflito com outra lei em vigor.

Ele retirou da análise do Congresso um trecho do PL da Dosimetria por contrariar a chamada Lei Antifacção, que endureceu regras para progressão de regime.

Esse trecho retirado por Alcolumbre, na prática, facilitava a progressão de regime para condenados por crimes graves, como feminicídio e crimes hediondos.

A medida de Alcolumbre é incomum e funcionou como um “desmembramento” do veto do presidente Lula, que foi integral, isto é, a todo o projeto.

Dessa forma, ou seja, retirando uma parte, o Congresso poderia derrubar o veto de Lula ao PL da Dosimetra e, assim, manter o projeto, sem prejudicar o PL Antifacção no que tange a progressão de regime.

Como o veto de Lula foi integral, o normal seria votar o texto por completo. Mas, para evitar que a derrubada reintroduzisse esse trecho mais brando, Alcolumbre declarou a “prejudicialidade” dessa parte — ou seja, ela foi retirada da votação.

Essa manobra não é comum, mas foi adotada para impedir mudanças nas regras aplicadas a condenados por crimes mais graves.

Fonte: g1


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