Jornalismo com Credibilidade.

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sábado, 24 de outubro de 2026

Moraes quebra sigilos de empresa ligada a Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro

Medida inclui apreensão patrimonial até o limite de R$ 6 bilhões

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decretou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial de uma das holdings do advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Na decisão desta sexta-feira (23), o relator determinou que os dados sejam enviados em 24 horas, prazo que depende da formalização da notificação às autoridades relacionadas.

No mesmo despacho, determinou o cancelamento dos passaportes do investigado, inclusive um diplomático, a suspensão das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as suas empresas e o sequestro, o bloqueio e a indisponibilidade dos bens imóveis e móveis até o valor de R$ 6 bilhões.

Moraes também mandou informar sobre os fatos todos os antigos e atuais correntistas dessas empresas.

Willer é alvo da operação Sem Desconto, da Polícia Federal, contra fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). No centro das apurações estão repasses do advogado ao senador Weverton Rocha (PDT-MA). Ambos negam as denúncias.

Segundo a PF, uma empresa do advogado comprou a mansão de R$ 6 milhões apontada como residência do senador, e Willer era o "hub financeiro, patrimonial e logístico" do parlamentar.

Em janeiro, o jornal Folha de São Paulo mostrou que um ex-funcionário do empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, disse em depoimento à Polícia Federal que uma filha de Weverton viajou em aeronave do empresário.

Na semana passada, a PF enviou ao STF um pedido de inquérito contra Flávio por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Tomaz.

Procurada, a campanha do senador disse que ele não é investigado no Supremo e que os autos que chegaram ao STF ainda não foram convertidos em inquérito, já que não houve manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) nem decisão judicial a respeito.

A PF também investiga Willer e Flávio por suposta lavagem de dinheiro e evasão de divisas com plataformas de apostas e meios de pagamento.

O advogado tinha como preferência em sua atividade nas casas de apostas os jogos online, como cassino e "jogo do tigrinho". Desde a regulamentação do setor, em 2025, ele movimentou um total de R$ 6,3 bilhões, e 99,98% foi nesta categoria.

A revista piauí revelou que o senador e o advogado são sócios indiretos na Best Bet, por meio de empresas fora do país e contas bancárias compartilhadas.

Uma holding do ramo de apostas online de propriedade de Tomaz pagou voos entre Portugal e França em 2025 para Flávio.

Na época, o candidato disse que sua relação com Willer é exclusivamente de amizade. "Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos", afirmou.

A aproximação com o presidenciável do PL teve início em 2019, quando Willer defendeu o ex-ministro do Turismo de Jair Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio, em uma denúncia por uso de candidaturas laranjas.

Na CPI da Covid em 2021, aparece a primeira gravação em que Flávio chama o advogado de amigo. Segundo documentos consolidados pelo jornal Folha de São Paulo, os dois dividem diversos endereços, voos e parceiros comerciais.

Após aparecerem as primeiras suspeitas de uma sociedade indireta entre Willer e Flávio, os dois disseram que os laços entre suas famílias eram apenas de amizade. Negaram também irregularidades.

Willer passou de dono de uma loja de computador em Taguatinga, cidade-satélite do Distrito Federal, em 1999, para um empreendedor em série, com empresas de radiodifusão, escritório especializado em precatórios, mineração, turismo, apostas online e sociedades com senadores, como Dr. Hiran (PP-RR) e Lobão Filho (MDB-MA).

Flávio cogita nomear militar para a Defesa, e Lula poderá ter primeira mulher na pasta

Candidato do PL disse a aliados querer na pasta único fardado da Esplanada, mas há pressão por civil

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Flávio Bolsonaro e Lula

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cogita nomear um militar como ministro da Defesa caso seja eleito presidente neste domingo (25). Se Lula (PT) conseguir a reeleição, é possível que a pasta tenha pela primeira vez uma mulher como titular, a atual secretária-geral Cinara Wagner Fredo.

Pela pesquisa Datafolha publicada na quinta-feira (22), Flávio e Lula estão empatados tecnicamente, com 50% dos votos válidos para cada um. A proximidade da definição do eleito aumentou as articulações e pressões em torno da formação do futuro governo.

Segundo apurou o jornal Folha de São Paulo, o candidato do PL comentou com aliados que gostaria de nomear um militar para a Defesa e que este seria o único integrante das Forças Armadas no primeiro escalão –à exceção do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), cujo titular é por praxe um militar.

Por esse raciocínio, Flávio já faria uma inflexão moderada em relação ao governo do pai, que encheu a Esplanada dos Ministérios de militares, em pastas como a Casa Civil, a Saúde, a Secretaria-Geral e Minas e Energia. Se levar adiante a ideia, o ministro da Defesa de um futuro governo Flávio teria obviamente de ser um oficial-general de quatro estrelas, e a origem mais provável seria a Marinha.

Como apontam integrantes do Exército, os generais de quatro estrelas da força terrestre que tinham interlocução com Jair Bolsonaro e sua família estão presos por tentativa de golpe de Estado, caso de Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira.

A Marinha, ademais, foi a única das Forças Armadas cujo comandante, segundo a investigação que embasou o julgamento da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal), se colocou à disposição de Bolsonaro para uma ruptura institucional: o almirante Almir Garnier, também preso.

Dois "quatro estrelas" da Marinha que serviram ao governo Bolsonaro não foram condenados, e seriam ministeriáveis caso Flávio leve adiante a ideia de nomear um militar para a Defesa se for eleito.

São eles os almirantes Flávio Rocha (ex-secretário especial de Assuntos Estratégicos) e Bento Albuquerque (ex-ministro de Minas e Energia). Rocha tem a vantagem de ser amigo próximo dos Bolsonaro, inclusive do filho mais velho de Jair, e gozar de ótima reputação na família.

Aliados e auxiliares do senador mais moderados defendem que, em caso de vitória, o senador nomeie um civil para a Defesa, como manda a tradição nas democracias desenvolvidas –a partir da premissa de subordinação do poder militar ao poder civil emanado das urnas.

Se prevalecer essa opção, um dos favoritos ao cargo é Marcos Degaut, ex-secretário de Produtos de Defesa do ministério e ex-diretor do principal conglomerado de defesa dos Emirados Árabes Unidos, o Edge Group, para Brasil e América Latina. Ele é ligado a Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, e ao comentarista político Paulo Figueiredo, radicados nos Estados Unidos.

Nos últimos dias, o nome do senador reeleito Carlos Portinho (PL-RJ) passou a circular entre militares como um candidato à vaga, com boa acolhida nas três Forças Armadas. Em favor dele estão a proximidade com Flávio e uma atuação que agradou ao setor – é o autor da PEC (proposta de emenda Constitucional) para garantir a previsibilidade para o orçamento de defesa do Brasil, em tramitação no Senado, que originalmente previa que tal fatia seja igual ou superior a 2% do PIB.

O que dificulta a opção por Portinho é a falta de atrativo do cargo para um político jovem (53 anos) e em ascensão. O Ministério da Defesa, com orçamento engessado por gastos com pessoal e com visibilidade eleitoral ínfima, costuma espantar ministeriáveis com o perfil do senador reeleito.

Se Lula conseguir uma virada sobre Flávio e se reeleger, já está certo que o atual titular do ministério, José Múcio Monteiro, deixará o cargo. Múcio defende que seja nomeada no lugar dele a secretária-geral da Defesa, Cinara Wagner Fredo.

Múcio espera convencer Lula com dois argumentos principais. Primeiro, fará rasgados elogios à capacidade técnica e de gestão de Cinara, servidora do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) importada pela Defesa dada a delicadeza e complexidade do tema da Previdência dos militares.

Também espera que a chance de o ministério ter a primeira mulher em sua história sensibilize o presidente e a base do petista, que costuma cobrá-lo para ampliar a diversidade de gênero na Esplanada.

Além disso, por Cinara já estar num posto estratégico na pasta, Múcio sustenta que ela ajudou no que foi feito na parte mais administrativa na gestão (concurso para servidores civis do órgão, abertura de serviço militar voluntário para mulheres, etc) e conhece a fundo que ainda há a fazer na área (centralizar no ministério as compras das três Forças Armadas, diminuir número de adidos militares pelo mundo, dentre outros).

Múcio considera cumprida as principais missões a ele incumbidas —diminuir a politização das Forças Armadas, herança de Bolsonaro, e começar a recompor a indústria de Defesa— e já tentou entregar o cargo a Lula, mas o presidente o demoveu. Caso o petista seja reeleito, é possível que o ministro peça para sair antes mesmo do final do mandato, com Cinara assumindo interinamente.

O Ministério da Defesa foi criado em 1999, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, após muita resistência dos militares. Antes, havia um ministério para cada uma das Forças Armadas. Desde a origem, sempre teve um civil como ministro, até o governo Temer, que nomeou o primeiro militar para a função, o general Joaquim Silva e Luna.

Bolsonaro manteve a exceção, tendo outros três generais do Exército como ministros, Fernando Azevedo e Silva, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira. Os dois últimos estão presos por tentativa de golpe.

Futuro presidente terá 45 vagas em órgãos reguladores e 12 no Judiciário até o fim de 2027

Impasse entre Lula e Alcolumbre travou indicações para agências, que já acumulam cargos abertos

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O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro

O presidente da República eleito neste domingo (25) poderá indicar 45 dirigentes para agências e órgãos reguladores e 12 integrantes para tribunais superiores já no primeiro ano de governo.

Os desentendimentos entre o presidente Lula (PT) e o Senado travaram a ocupação de parte dos cargos, incluindo Banco Central, STF (Supremo Tribunal Federal) e Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Assim, se eleito, Flávio Bolsonaro (PL) terá a chance de fazer indicações que caberiam a Lula caso o petista não consiga o quarto mandato e os senadores deixem esses nomes para escolha do futuro mandatário.

O levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo soma vagas que já existem com as que vão abrir até o final de 2027 e mostra que o futuro chefe do Executivo poderá alterar a correlação de forças nessas instituições, alinhando-as mais à direita ou à esquerda no espectro político por anos. No atual governo, o Senado quis impor a própria vontade sobre parte dos nomes, o que travou as escolhas.

Até o fim deste ano, Lula poderá enviar ao Congresso Nacional 32 nomes para diretorias em agências e órgãos reguladores, das quais seis se referem a cargos de presidentes e diretores-gerais. As vagas não foram ocupadas diante da dificuldade de o petista obter os votos para a aprovação.

O caso mais emblemático é o do Banco Central. Desde o início de 2026, Lula tem à disposição duas indicações para a autoridade monetária, mas os nomes ainda não foram apresentados.

Desde o encerramento dos mandatos dos diretores de Política Econômica, Diogo Guillen, e de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Gomes, em 31 de dezembro de 2025, as duas cadeiras estão ocupadas interinamente por outros membros do colegiado.

Interlocutores ouvidos pela reportagem dizem que o petista não abrirá mão das duas indicações neste ano, mas não há garantia de aprovação pelos senadores. Se ele não conseguir preencher os cargos, Flávio teria condições de, caso eleito, conquistar maioria no colegiado já no segundo ano de governo.

Duas diretorias ficarão vagas em 28 de fevereiro, e outras duas, em 31 de dezembro de 2027. O Banco Central tem nove cargos de chefia, incluindo o do presidente, Gabriel Galípolo —o escolhido por Lula tem mandato até 31 de dezembro de 2028.

A autoridade monetária ganhou autonomia em 2021, com a criação de mandatos para os dirigentes. A justificativa era blindar o BC de interferência política na definição da política de juros, o que, em tese, ajudaria no controle da inflação do país.

No Cade, responsável por zelar pela livre concorrência entre as empresas, os dois cargos mais importantes ficaram vagos na metade deste ano e também não foram preenchidos por Lula: a Presidência do tribunal do órgão e a chefia da Superintendência-Geral, área técnica que comanda as investigações concorrenciais contra grandes empresas.

Na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão acusado de falhar nas investigações contra o Banco Master, há duas vagas. Uma delas já teve indicação de Lula, ainda não aprovada pelo Senado. No próximo ano, o eleito poderá escolher o presidente da autarquia, responsável por regular o mercado de capitais.

Uma agência poderosa que também terá a cadeira da diretoria-geral disponível no próximo ano é a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Hoje, o chefe é Sandoval Feitosa, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, último ano do governo. O mandato é de cinco anos.

Ao longo do governo Lula, Sandoval travou disputas com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre a autonomia e condução da agência. A próxima indicação poderia, portanto, ter uma relação mais azeitada com o Executivo, já que ambos serão escolhidos pelo mesmo presidente.

Em relação às demais ocupações nas agências, o futuro chefe de governo terá todas à disposição até o final de 2030.

Já em relação ao Poder Judiciário, das 12 vagas abertas até o fim do próximo ano, cinco já estarão disponíveis ao fim do atual mandato, o que dá margem para que Lula faça as escolhas. A seleção pelo petista, no entanto, depende de outros fatores, como a velocidade dos próprios tribunais, que fazem a seleção por listas tríplices, e de negociações com o Senado, que aprova os indicados.

O maior impacto será justamente na mais alta corte do país, o STF. O nome indicado por Lula, o do advogado-geral da União, Jorge Messias, foi rejeitado neste ano.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e aliados do petista negociam a indicação do ex-senador e atual ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Rodrigo Pacheco para a vaga após o segundo turno, caso o petista seja derrotado. Assim, evitariam que Flávio Bolsonaro pudesse escolher mais ministros para a corte.

Se isso ocorrer, ficaria preenchida a cadeira de Luís Roberto Barroso e uma nova cadeira só seria desocupada em 2028, com a aposentadoria compulsória de Luiz Fux, aos 75 anos de idade. Em 2029, será a vez de Cármen Lúcia se aposentar. Em 30 de dezembro de 2030, Gilmar Mendes deve deixar a cadeira, mas a indicação pode ficar para o presidente seguinte dado o período de vacância.

No STJ (Superior Tribunal de Justiça), existe uma vaga desde abril, mas Lula ainda não recebeu do tribunal a lista tríplice. Outra cadeira deve ser desocupada em breve –a corte decidiu em agosto pela demissão de Marco Buzzi por assédio, importunação sexual e injúria contra duas mulheres, mas falta o STF homologar a decisão. O ministro nega as acusações.

Além deles, se aposentarão compulsoriamente até 2030 outros cinco ministros do STJ (um deles, Og Fernandes, em novembro deste ano), quatro do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e dois do STM (Superior Tribunal Militar). No TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde os ministros possuem mandatos de dois anos, o presidente eleito poderá indicar dois dos sete titulares, e dois substitutos.

Uma outra vaga no TST já foi indicada por Lula, com a escolha do desembargador Sergio Torres Teixeira, mas o Senado ainda não realizou a sabatina e votação.

Além das 12 cadeiras disponíveis até o fim do próximo ano, o eleito ainda terá mais 10 nomeações para os tribunais superiores no seu mandato. Isso lhe permitirá influenciar 22% dos votos nas instâncias mais altas do Judiciário.

Na avaliação de Eduardo Jordão, professor do Insper, há um aumento na captura política das agências, com autoridades opinando e escolhendo cada vez mais os membros das agências reguladoras. "Pouco a pouco, outras pessoas foram ganhando força política na nomeação de dirigentes das agências, cuja atribuição é exclusiva do Poder Executivo", disse.

"Um dos reflexos da fragilidade do Poder Executivo é o loteamento das agências reguladoras, que aumentou", afirmou.

Ele lembra que, com o aumento da politização nas escolhas, houve também um aumento no número de dirigentes que abandonam os mandatos quando há troca do chefe do Poder Executivo. Caso isso aconteça e Flávio Bolsonaro seja eleito, ele poderá ter ainda mais indicações no primeiro ano de mandato.

Além disso, afirmou que o aumento na participação de dirigentes ligados a políticos pode enfraquecer a independência dos órgãos reguladores.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Jerônimo aposta em vitória de Lula e cita riscos para saúde, educação e cultura em eventual governo Bolsonaro

 

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O governador Jerônimo Rodrigues (PT)

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou estar convicto de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencerá o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). Em entrevista ao programa TVE Revista, nesta quinta-feira (22), o chefe do Palácio de Ondina atribuiu a confiança à mobilização popular nas ruas e nas comunidades e alertou para os riscos que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) representaria, na avaliação dele, para a continuidade de políticas públicas nas áreas de saúde, educação e cultura.

“Estou muito convicto, estou convencido de que o presidente Lula ganhará as eleições”, declarou Jerônimo, ao citar o movimento de estudantes, jovens e professores em defesa da candidatura petista. Para o governador, a mobilização representa uma reação de setores da sociedade às propostas e ao histórico do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Jerônimo comparou as manifestações atuais a mobilizações políticas de outros períodos, como os protestos dos caras-pintadas, durante o governo Fernando Collor, e as manifestações que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na avaliação do governador, o engajamento da juventude ocorre de forma espontânea e reflete preocupações com o futuro das políticas públicas brasileiras.

O petista citou a extinção do Ministério da Cultura durante o governo Bolsonaro como exemplo do que considera um risco para a continuidade de políticas de incentivo à produção cultural. Ele ressaltou a dependência de artistas, bandas e produtores culturais de políticas de apoio dos governos federal, estadual e municipais, além da iniciativa privada.

“Como é que um país como o nosso, com tanta cultura, acaba com o Ministério da Cultura?”, questionou.

Além da cultura, Jerônimo destacou os investimentos em saúde realizados durante as gestões petistas na Bahia e associou a continuidade dessas políticas à permanência de Lula na Presidência da República.

O governador citou a construção de 26 policlínicas regionais durante o governo Rui Costa (PT), além da ampliação da rede hospitalar estadual. Segundo ele, a articulação entre os governos estadual e federal é fundamental para garantir recursos e manter o funcionamento das unidades de saúde.

Jerônimo afirmou ter entregado 15 novos hospitais em três anos e meio de gestão e mencionou outros empreendimentos previstos para ampliar o atendimento em diferentes regiões do estado, incluindo Serrinha e Itapetinga, além de unidades no território do Sisal e na Costa do Dendê.

“Eu só tenho a garantia de bom funcionamento desses hospitais, incluindo tratamento de câncer, maternidade, do coração, na parceria do SUS com o governo do presidente Lula”, afirmou.

PDT intensifica campanha de Lula na Bahia e reúne até aliados de ACM Neto no primeiro turno

 

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Reunião pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O PDT da Bahia intensificou a mobilização pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reta final do segundo turno. Segundo o líder do partido na Assembleia Legislativa, deputado Marcinho Oliveira, as principais lideranças da sigla, incluindo parlamentares eleitos e candidatos que não conquistaram mandato em outubro, estão atuando em suas bases eleitorais para ampliar a votação do petista no estado.

Marcinho destacou a adesão do deputado estadual eleito Neto Coelho à campanha de Lula. No primeiro turno, o futuro parlamentar apoiou ACM Neto (União) na disputa pelo governo da Bahia, mas decidiu se engajar na campanha presidencial do petista no segundo turno. Sobre a relação com o PT baiano, Neto Coelho afirmou que pretende discutir o assunto após assumir o mandato, embora já tenha sinalizado que não votará contra projetos de interesse da população baiana.

"Todos os nossos deputados, principalmente os eleitos, estão atuando em seus redutos em favor da candidatura do presidente. Mas até os que não foram eleitos, a exemplo do nosso primeiro suplente, Rafael Meireles, filho do prefeito de Cairu, Hildécio Meireles (União), têm atuado pela vitória de Lula. Para o PDT, o resultado positivo será fundamental, pois é a Bahia e o Brasil quem ganham com esse resultado", declarou Marcinho.

A posição de Rafael Meireles chama atenção pelo histórico político da família. Seu pai, Hildécio, é filiado ao União Brasil, partido de ACM Neto, mas adotou uma postura de neutralidade na disputa pelo governo estadual, em razão da candidatura do filho à Assembleia. Rafael também evitou declarar apoio a um dos candidatos ao governo no primeiro turno, mas, segundo Marcinho, decidiu apoiar Lula na disputa presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).

Outro exemplo citado pelo líder pedetista é o ex-prefeito de Euclides da Cunha Luciano Pinheiro, aliado histórico do PT. O ex-gestor tem participado das atividades em favor de Lula e esteve presente na visita do presidente a Juazeiro, na terça-feira (20).

Marcinho afirmou que também tem percorrido seus redutos eleitorais para pedir votos ao presidente, assim como o deputado federal Félix Mendonça Júnior, presidente estadual do PDT.

"Também tenho feito campanha para o presidente nos meus redutos eleitorais, pedindo votos. Assim como o deputado federal Félix Mendonça Júnior, nosso presidente estadual, que tem feito o mesmo. Se tudo der certo, vamos virar essa eleição, ampliando a votação do presidente na Bahia", afirmou.

A mobilização também conta com a participação do ex-prefeito de Alagoinhas Paulo Cézar, primeiro suplente do PDT para deputado federal. Candidato à Câmara nas eleições deste ano, ele tem atuado em sua região em favor da reeleição de Lula, reforçando o envolvimento das lideranças pedetistas na campanha presidencial.

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