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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Mensagem de Páscoa: Papa Leão XIV critica indiferença às guerras.

Ele também fez um apelo direto "àqueles que tem poder", e pediu que esses líderes "escolham a paz".

Foto: Simone Risoluti - Vatican Media via Vatican Pool/Getty Images

O Papa Leão XIV denunciou em sua mensagem de Páscoa a “indiferença” diante das guerras e dos milhares de mortos. Ele também fez um apelo direto "àqueles que tem poder", e pediu que esses líderes "escolham a paz".

Leão XIV já havia afirmado que Deus rejeita as orações de líderes que promovem guerras e criticou o uso da religião para justificar conflitos, em um discurso contundente durante a celebração do Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, diante de dezenas de milhares de fiéis.

Sem citar nomes, o Pontífice fez referência a governantes envolvidos em conflitos e declarou que Jesus “não escuta as orações daqueles que fazem guerra, mas as rejeita, dizendo: ‘Mesmo que façam muitas orações, não as ouvirei: suas mãos estão cheias de sangue’”.

Crítica à guerra e pressão por cessar-fogo

Ao abordar a guerra envolvendo o Irã no Domingo de Ramos, o Papa classificou o conflito como “atroz” e afirmou que ele tem atingido diretamente populações da região. Segundo ele, cristãos no Oriente Médio “estão sofrendo as consequências de um conflito atroz”, o que dificulta inclusive a celebração da Páscoa.

O Pontífice também reforçou sua posição de rejeição à guerra como princípio. “Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra”, afirmou.

Em sua homilia, o Papa recorreu ao exemplo de Jesus para sustentar sua posição. “(Jesus) não se armou, nem se defendeu, nem travou guerra alguma”, disse, acrescentando que ele “revelou o rosto sereno de Deus, que sempre rejeita a violência. Em vez de se salvar, permitiu ser pregado na cruz”.

Nos últimos dias, o pontífice tem intensificado críticas às ações militares no contexto do conflito, incluindo bombardeios aéreos, que classificou como indiscriminados, e defendeu que sejam proibidos. Ele também reiterou o pedido por um cessar-fogo imediato.

 

Fonte: AFP 

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