Jornalismo com Credibilidade.

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domingo, 29 de junho de 2025

Regra para remoção de conteúdo das redes entra em vigor em setembro

A medida ainda está sujeita a recursos e depende da publicação do acórdão para definir o prazo de adaptação das plataformas

Foto: Divulgação/Reprodução

O Supremo Tribunal Federal decidiu ampliar os critérios de responsabilização das redes sociais por publicações de usuários. A nova regra, que entra em vigor até setembro, estabelece quando será necessária decisão judicial, quando basta notificação privada e em quais casos as plataformas devem agir por conta própria para remover conteúdos.

A medida ainda está sujeita a recursos e depende da publicação do acórdão para definir o prazo de adaptação das plataformas. Também não foi determinado qual órgão será responsável por fiscalizar o cumprimento das obrigações, embora sugestões tenham sido apresentadas durante o julgamento.

Com repercussão geral, a decisão altera a aplicação do Marco Civil da Internet ao tornar a ordem judicial exceção. Agora, notificações privadas passam a ser suficientes para remoção de conteúdos ilícitos, inclusive em casos de crimes cometidos por perfis falsos.

Fonte: Metro1

Em ato na Paulista, bolsonaristas pedem anistia e exibem cartazes em inglês

Manifestação, organizada por Silas Malafaia, reúne apoiadores com bandeiras do Brasil, Israel e EUA, e reforça discursos por anistia e apoio internacional a Bolsonaro

Foto: Divulgação/Reprodução


Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) começaram a ocupar a Avenida Paulista na manhã deste domingo (29/6) para um novo ato de demonstração de apoio a ele, em meio ao avanço do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a trama golpista. Este é o sexto ato convocado por Bolsonaro desde que deixou a Presidência da República, no fim de 2022.

Marcado oficialmente para as 14h, o evento movimenta a região central da capital paulista desde as primeiras horas do dia. Com bandeiras do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos, manifestantes se concentram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), carregando também faixas e cartazes em inglês destinados ao ex-presidente norte-americano Donald Trump.

Entre as mensagens destacadas, há apoio ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que atualmente mora nos Estados Unidos, e pedidos por anistia aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

O pastor Silas Malafaia, aliado próximo de Bolsonaro, é um dos principais organizadores do evento. Ele vem utilizando as redes sociais para mobilizar e reforçar o discurso de que Bolsonaro estaria sendo vítima de perseguição política e judicial. 

Fonte: Correio Braziliense

Família de Juliana Marins reclama de descaso de aérea no traslado

 Parentes não conseguem confirmar voo de Bali para o Rio de Janeiro

Foto: Divulgação/Reprodução


A família da publicitária Juliana Marins utilizou as redes sociais neste domingo (29) para denunciar descaso no traslado do corpo da jovem de 26 anos para o Brasil. Juliana morreu na semana passada, ao cair enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão na ilha de Lombok, na Indonésia.

Em uma primeira publicação no perfil de Instagram criado para fornecer informações sobre o caso de Juliana, a família reclama que não conseguia confirmar o voo que levará o corpo de Bali, na Indonésia, até o aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

    “É descaso do início ao fim. Precisamos da confirmação do voo da Juliana urgente. Precisamos que a Emirates se mexa e traga Juliana para casa!”, diz o texto.

Em seguida, por volta das 15h, horário de Brasília (2h da manhã na Indonésia), a família acrescenta que “já estava tudo certo com o voo, já estava confirmado, mas a Emirates em Bali não quer trazer minha irmã para casa. Do nada o bagageiro do voo ficou ‘lotado’”.

Há dias, o pai da publicitária, Manoel Marins, está na Indonésia para trazer o corpo de volta ao Brasil.

A Agência Brasil pediu um posicionamento à companhia aérea Emirates, que informou que o caso estava sendo apurado.

Relembre o caso

Juliana fazia uma trilha no Monte Rinjani, no sábado (21), quando caiu em um penhasco do vulcão. Desde então, houve grande expectativa sobre o resgate dela, que só era vista por imagens feitas por um drone. Em uma das tomadas, ela ainda se mexia.

Apenas na terça-feira (24), equipes de socorro confirmaram a morte da moradora de Niterói, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Durante o intervalo entre a notícia da queda e o resgate, a família reclamou da demora em iniciar os trabalhos de busca. O corpo só foi resgatado na quarta-feira (25). Para a família, houve “negligência” no esforço de resgate.

Segundo a Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia, a brasileira não foi resgatada a tempo por conta das condições meteorológicas, terreno complicado e problemas na logística das operações de socorro.
Causa da morte

Uma autópsia realizada por profissionais da Indonésia concluiu que a turista brasileira morreu em decorrência de hemorragia, provocada por danos a órgãos internos e fraturas ósseas. Segundo os legistas, os ferimentos foram provocados por traumas por contusão, ocorridos algumas horas antes do resgate do corpo.

O laudo explica que depois do início da hemorragia, a morte levou menos de 20 minutos para ocorrer. A equipe também descartou morte por hipotermia, porque não há sinais de lesões teciduais nos dedos.

Translado

A comoção com o caso fez com que a prefeitura de Niterói se dispusesse a pagar pelo traslado do corpo. Foi repassado à família o valor de R$ 55 mil. Em forma de homenagem, a prefeitura rebatizou de Juliana Marins uma trilha e um mirante da cidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ao Ministério das Relações Exteriores que preste todo o apoio à família. Um decreto publicado nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União permite o custeio, pelo governo federal, do traslado de corpos de brasileiros mortos no exterior.

Fonte: Agência Brasil


Ato em SP reúne apoiadores de Bolsonaro contra julgamento no STF

Manifestantes também pediam anistia a condenados do 8 de janeiro

Foto: Divulgação/Reprodução

Com o mote de "Justiça Já", uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu apoiadores do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. O ato protesta principalmente contra o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual o ex-chefe do Executivo é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Há apenas dois dias, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, abriu prazo para as alegações finais do processo que investiga a trama golpista.

Durante o ato realizado na tarde deste domingo (29), os manifestantes também exibiram faixas pedindo anistia aos condenados pelo STF pelos ataques de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes, além de bandeiras de apoio a Israel e aos Estados Unidos.

Eles também criticaram as mudanças do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) propostas em decreto do governo federal e as fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) descobertas pela Polícia Federal.

Além de Bolsonaro, o ato contou com a presença do pastor evangélico Silas Malafaia, principal organizador do ato, e dos governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Jorginho Mello (Santa Catarina). Todos eles subiram ao caminhão de som que foi posicionado ao lado do Parque Trianon, no cruzamento entre a Avenida Paulista e a Rua Peixoto Gomide.

Vestidos de verde e amarelo, os apoiadores do ex-presidente estiveram concentrados na tarde deste domingo em apenas um quarteirão da Avenida Paulista, em frente ao Parque Trianon, entre a Rua Peixoto Gomide ─ onde estava o caminhão com as autoridades ─ e o Museu de Arte de São Paulo (Masp). Havia também uma concentração de apoiadores em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Conforme o Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common, o ato contou com 12,4 mil pessoas. O cálculo é feito por imagens capturadas por drones e softwares de inteligência artificial, que calculam a quantidade de manifestantes. O mesmo método foi utilizado no ato anterior do ex-presidente, em 6 de abril, quando foi registrada a presença de 44,9 mil pessoas na avenida Paulista. 

Discursos

Saudado com gritos de “mito”, o ex-presidente subiu ao palco para pedir aos seus apoiadores que ajudem a eleger 50% da Câmara e do Senado nas eleições de 2026 para “mudar o Brasil”. Segundo o ex-presidente, se a direita quer que o “nosso time seja campeão, temos que investir e acreditar” e entender que “as coisas não acontecem de uma hora para outra”.

Em seu discurso, o ex-presidente também defendeu a anistia aos manifestantes condenados pelos atentados do 8 de janeiro. “Apelo aos três poderes da República para pacificar o Brasil. Liberdade para os inocentes do 8 de janeiro”, falou. Segundo ele, a anistia “é um remédio previsto na Constituição” e o caminho para a pacificação.

Antes de Bolsonaro, também discursaram o pastor Silas Malafaia e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o mais aplaudido pelo público durante o ato.

Em seu discurso, Malafaia criticou as prisões determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes durante o processo que investiga a tentativa de golpe no dia 8 de janeiro e chamou o ministro de ditador. Ele também criticou o fato de a investigação sobre Bolsonaro estar baseada em delações do ex-ajudante de Bolsonaro, o coronel Mauro Cid.

“Ele [Moraes] pensou rápido: se eu prender o coronel [Mauro] Cid, a delação dele cai, e se a delação dele cai, toda a sustentação da denúncia do PGR [Procurador-Geral da República] Paulo Gonet, que está jogando a reputação dele na lata do lixo, está sustentada na delação fajuta do coronel Cid”, disse Malafaia.

Já o governador de São Paulo defendeu a anistia aos condenados pelos ataques contra as sedes do Legislativo, Executivo e Judiciário, no 8 de janeiro, e centrou críticas no governo do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Estamos aqui para pedir justiça, anistia, pacificação e para orar pela esperança e pelo futuro”, disse ele. “Em dois anos e sete meses, [o atual governo] destruiu tudo. O Brasil não aguenta mais. O Brasil não aguenta mais o gasto desenfreado, a corrupção, o governo gastador e o juro alto. O Brasil não aguenta mais o PT”, falou o governador.

Para o governador, a missão de Bolsonaro “não acabou” e ele ainda vai fazer diferença no país. “Volta, Bolsonaro”, disse Tarcísio. Bolsonaro, no entanto, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral e declarado inelegível até 2030 por abuso de poder.
Alegações finais

O julgamento de Bolsonaro e dos outros integrantes no núcleo 1 do processo entrou no período de alegações finais a partir de despacho do Ministro Alexandre de Moraes, publicado na última sexta-feira.

Pelo despacho, a partir da intimação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá o prazo de 15 dias para apresentar sua versão final dos fatos investigados. Após esse tempo, o delator do complô golpista, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, terá o mesmo tempo para apresentar suas próprias alegações finais.

Por último, as defesas dos outros sete réus da Ação Penal 2.668 terão também 15 dias para apresentar ao Supremo sua última manifestação antes do julgamento do caso pela Primeira Turma, composta por cinco ministros: além de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Todos os oito réus, incluindo o próprio Bolsonaro, foram denunciados pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelos mesmos cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Somadas, as penas podem ultrapassar os 40 anos de prisão.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Pix Automático promete revolucionar pagamentos no Brasil

A novidade já está sendo considerada um avanço relevante para a digitalização da economia

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Por Vitor Silva

Os brasileiros acabam de ganhar uma nova ferramenta para facilitar ainda mais a vida financeira do dia a dia: o Pix Automático. A modalidade, lançada pelo Banco Central, permite o agendamento de pagamentos recorrentes — como contas de luz, gás, academias, mensalidades escolares e plataformas de streaming — diretamente na conta do usuário, de forma prática, segura e sem custo adicional.

Diferente do Pix Agendado Recorrente, que exige a ação do pagador para configurar a transação, o Pix Automático é oferecido pelas empresas (pessoas jurídicas) e pode ser programado com valores fixos ou variáveis. A função está disponível para quem já possui chave Pix ativa e utiliza aplicativos de instituições financeiras autorizadas.

A novidade já está sendo considerada um avanço relevante para a digitalização da economia. Segundo dados do Banco Central, o Brasil contava em maio com mais de 854 milhões de chaves Pix ativas, sendo 95% delas de pessoas físicas. A expectativa é que o Pix Automático, sozinho, movimente cerca de US\$ 30 bilhões no comércio digital nos próximos dois anos. A estimativa é da fintech EBANX, que também prevê que a nova funcionalidade representará 12% de todo o volume financeiro anual transacionado via Pix no e-commerce brasileiro até 2026.

Para o economista, Luiz Costa, o Pix Automático é um passo importante na evolução dos meios de pagamento no Brasil e tem potencial para gerar impactos positivos na economia, especialmente no comércio digital e nos serviços recorrentes.

"Essa modalidade reduz a fricção no pagamento de contas e serviços que já fazem parte do orçamento mensal das famílias. Com menos burocracia e risco de esquecimento, as empresas podem ter mais previsibilidade de receita, o que é ótimo para o planejamento financeiro", afirma.

No entanto, ele alerta que a praticidade não pode abrir espaço para o descontrole financeiro. "Como o pagamento será feito de forma automática, é importante que a população mantenha uma boa organização das finanças. Autorizar um Pix Automático sem verificar se aquele serviço é realmente necessário ou se está dentro do orçamento pode gerar desequilíbrios, principalmente entre consumidores com menor nível de educação financeira", pontua.

Dicas do especialista para usar o Pix Automático com responsabilidade:

Revise os serviços contratados: antes de autorizar um pagamento recorrente, analise se aquele gasto é realmente essencial.

Monitore sua conta: mantenha o hábito de checar os extratos para acompanhar os débitos automáticos e evitar surpresas.

Tenha saldo disponível: o não pagamento por falta de saldo pode causar cancelamento do serviço ou cobrança de multa.

Evite múltiplos débitos em datas próximas: programe os pagamentos para datas espaçadas ao longo do mês, se possível.

Cancele com facilidade: o Pix Automático poderá ser cancelado a qualquer momento pelo próprio pagador, o que ajuda no controle.

Lula participa de reunião sobre energia nesta quarta-feira (25)

Reunião acontece em meio aos conflitos no Oriente Médio

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta quarta-feira (25) de uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília. O órgão é o principal responsável por assessorar o governo na formulação de políticas públicas no setor de energia.

O CNPE reúne representantes de 16 ministérios, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da sociedade civil e de instituições de ensino. O conselho é presidido pelo Ministério de Minas e Energia. A reunião acontece diante dos conflitos no Oriente Médio, onde a preocupação com possíveis impactos no preço dos combustíveis no Brasil se intensifica. O aumento da proporção de etanol misturado à gasolina será uma das medidas analisadas, como forma de mitigar a alta do petróleo.

Fonte: Metro1

Fraudes no Bolsa Família podem envolver mais de 1 milhão de famílias no Brasil

Levantamento revela discrepâncias entre dados do Censo e cadastros do programa

Foto: MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL

Um cruzamento de dados do Ministério do Desenvolvimento Social e do IBGE revela que ao menos 1,4 milhão de famílias podem estar omitindo o cônjuge para receber o Bolsa Família. A estimativa foi feita pela empresa DataBrasil a pedido do Poder360 e indica que muitas famílias se apresentam como monoparentais para burlar as regras do programa e garantir o benefício, mesmo tendo renda que as tornaria inelegíveis.

A análise, feita município por município, mostra discrepâncias significativas entre os dados do Censo e os registros no CadÚnico. Para estimar as possíveis fraudes, os dados foram analisados por município. Em Guaribas (PI), por exemplo, o Censo aponta 151 domicílios monoparentais, mas 617 famílias se declararam assim no Bolsa Família, indicando que 466 podem ter omitido informações ao governo.

A lei que regulamenta o Bolsa Família (nº 14.601/2023) estabelece que o benefício é destinado a famílias com renda de até R$ 218 por pessoa. Fraudes como omitir informações no CadÚnico configuram crime de falsidade ideológica, mas muitas vezes passam despercebidas e o pagamento continua por tempo indeterminado. Outra manobra comum é quando ambos os cônjuges, vivendo no mesmo endereço, se declaram solteiros e em situação de vulnerabilidade para receber duas parcelas do programa.

Fonte: Metro1

Salvador celebra São João Batista com missa solene

A paróquia, que leva o nome de São João, preparou uma programação especial desde o último dia 15, com novenas, apresentações culturais, alvorada, terço, missas temáticas e momentos de confraternização com a comunidade

Foto: Reprodução Facebook

Por Hieros Vasconcelos

A manhã de ontem foi marcada por emoção, devoção e reencontros na Paróquia São João Batista, localizada na Avenida Vasco da Gama, em Salvador. Com o tema “São João Batista, profeta da esperança”, centenas de fiéis participaram da Missa dos Devotos, celebrada às 10h e presidida por Dom Dorival Barreto, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia. A celebração abriu a programação litúrgica do dia, que inclui ainda missa pelos enfermos às 16h e a Celebração Eucarística Solene às 18h, encerrando os festejos em honra ao santo.

A paróquia, que leva o nome de São João, preparou uma programação especial desde o último dia 15, com novenas, apresentações culturais, alvorada, terço, missas temáticas e momentos de confraternização com a comunidade local. A culminância aconteceu nesta segunda, dia em que a Igreja celebra oficialmente a Natividade de São João Batista.

São João Batista tem um papel singular na história do cristianismo. Primo de Jesus Cristo, ele é considerado o último dos profetas do Antigo Testamento e o primeiro do Novo, servindo de ponte entre as promessas feitas por Deus ao povo de Israel e o cumprimento dessas promessas com a chegada do Messias. João foi quem preparou o caminho do Senhor, pregando no deserto e chamando o povo à conversão. Foi ele também quem batizou Jesus nas águas do rio Jordão.

A devoção a São João é marcada por sua mensagem de retidão e justiça. Seu martírio — resultado da denúncia pública de abusos cometidos pelo rei Herodes — revela a coragem de um homem comprometido com a verdade, a ponto de entregar a própria vida.

Na homilia da missa das 10h, Dom Dorival destacou o exemplo de fé e firmeza de João Batista diante das adversidades. “João nos convida a romper com os medos e a confiar na esperança, mesmo quando tudo ao redor parece nos querer calar. Ele é a voz que clama no deserto, e hoje precisamos de muitas vozes assim: que anunciem o bem, que denunciem a injustiça e que apontem para Cristo, como luz no mundo”, afirmou o bispo, aclamado pelos fiéis.

APELO CULTURAL

Além do valor religioso, a festa de São João tem um forte apelo cultural no Nordeste, sendo um dos pilares das tradições juninas. A figura do santo é reverenciada com fogueiras, bandeirolas, comidas típicas e danças que remontam tanto à religiosidade popular quanto às influências das comunidades rurais. Em Salvador, especialmente em bairros como Cosme de Farias, Liberdade, Engenho Velho de Brotas e Federação, as homenagens ao santo unem missas com festejos populares organizados por famílias e comunidades.

Na Paróquia São João Batista, o sentimento era de alegria e reencontro. Dona Célia Maria, 58 anos, participa da paróquia há mais de duas décadas. “São João é parte da minha história. Desde criança, minha avó me trazia para a missa. Hoje sou eu quem trago meus netos. É um ciclo de fé e agradecimento que se renova todo ano”, disse, emocionada.

Durante a celebração, momentos como o ofertório — com alimentos e símbolos trazidos pelas pastorais — e o canto final em louvor a São João, com a igreja toda de pé, reforçaram o elo entre a devoção e a cultura. Ao fim da missa, os fiéis puderam visitar a imagem do santo exposta no altar, acender velas e fazer seus pedidos.

Maria das Graças, 62 anos, fez questão de agradecer por mais um ano de vida e saúde. “Todo ano venho agradecer pela saúde da minha filha. Já são mais de dez anos de promessas pagas com alegria. São João nunca me desamparou”, contou, com um sorriso tímido e lágrimas nos olhos.

O aposentado Osmar Silva, 71, reforçou o valor da tradição como resistência. “Celebrar São João é celebrar também a nossa cultura, nossa fé do interior, nossas raízes. É manter vivo um jeito de ser cristão que acolhe, canta, dança e reza com o coração aberto.”

Encerramento 

A programação da festa será encerrada nesta segunda-feira às 18h, com a Celebração Eucarística Solene, que reunirá fiéis de toda a cidade. O evento contará ainda com bênção especial às famílias e apresentação de um coral litúrgico com músicas típicas da época. Após a missa, a comunidade participará de uma quermesse com comidas típicas e barracas organizadas pelas pastorais.

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