A disputa por palanques no Nordeste coloca o futuro de Leo Prates em jogo
A disputa silenciosa em torno do palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Pernambuco provocou reflexos nos bastidores da política baiana e quase influenciou diretamente o futuro partidário do deputado federal Leo Prates (PDT). O parlamentar avaliou uma possível filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), em meio ao impasse que envolve o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o prefeito do Recife, João Campos, principal liderança nacional da sigla.
O PSB foi o primeiro partido procurado por Prates nas conversas sobre eventual mudança de legenda. O obstáculo, no entanto, fica no alinhamento da sigla na Bahia com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Hoje, o partido integra a base petista no estado, o que limita movimentos independentes.
O cenário pode sofrer alteração caso se confirme a possibilidade de o PT adotar palanque duplo em Pernambuco. Nos bastidores, aliados do PSB atribuem a articulação ao ministro Rui Costa, que estaria atuando para que Lula não feche apoio exclusivo a João Campos na disputa estadual, dividindo espaço com a governadora Raquel Lyra (PSD).
A eventual divisão é vista por integrantes do PSB como quebra de compromisso político. Em reação, João Campos poderia liberar o partido na Bahia para também estruturar dois palanques estaduais, abrindo margem para rearranjos locais. Nesse contexto, ganharia força a hipótese de filiação de Leo Prates ao PSB baiano.
Prates mantém relação próxima com o deputado federal Pedro Campos, irmão de João Campos, a quem costuma chamar de “um irmão que a vida deu”. A leitura entre aliados é que, confirmada a flexibilização em Pernambuco, o PSB poderia apoiar o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia, enquanto Prates seguiria alinhado ao candidato presidencial que vier a ser apoiado pela legenda, possivelmente o próprio Lula.
Setores do PSB defendem que o presidente feche apoio integral a João Campos em Pernambuco, preservando a unidade partidária. Se isso ocorrer, a tendência é de manutenção das alianças atuais nos estados, reduzindo o espaço para mudanças na Bahia.
Apesar das especulações, aliados avaliam que, neste momento, a filiação de Leo Prates ao Republicanos é considerada o caminho mais provável.







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