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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Carnaval na porta: rede hoteleira tem quase 100% de ocupação

Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia

Por Hieros Vasconcelos 

A Bahia e Salvador estão a todo vapor na expectativa para a maior festa de rua do planeta. O objetivo do trade e da Secretaria Estadual de Turismo (Setur), de atrair 3,5 milhões de turistas este ano, parece estar se consolidando: de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), a demanda segue aquecida para os principais destinos como Salvador, Porto Seguro, Morro de São Paulo e Praia do Forte.

Pela capital baiana, já são muitos os hotéis sem disponibilidade, especialmente aqueles próximos dos circuitos oficiais da festa. No trecho Barra-Ondina, por exemplo, o diretor de Relações Institucionais da ABIH-BA, Thiago Sena, afirma que a ocupação é de quase 100%.

“A rede hoteleira da cidade registrou em 2024 uma taxa de ocupação de quase 90% nos dias mais buscados durante a festa, especialmente o sábado e o domingo de carnaval, e para esse ano há a expectativa que possamos ter números ligeiramente superiores na ocupação dos hotéis, com crescimento também da diária média do período”, afirmou.

É justamente nesta semana, às vésperas do carnaval, que a ABIH acredita se deparar com um aumento nas buscas. “Alguns hotéis dentro do circuito ainda têm vaga, mas esperamos por um aumento nas buscas nesses últimos dias que antecedem a festa, para que a rede hoteleira possa alcançar uma taxa de ocupação superior a 95% dentro do circuito Barra-Ondina, com picos de demanda nos dias mais buscados durante a festa, especialmente o sábado e o domingo”, explicou.

Para o secretário de turismo do Estado, Maurício Bacelar, o número de turistas na Bahia é um recorde que se deve às ações desenvolvidas pelo governo estadual. “O nosso trabalho começa logo depois que termina o carnaval. Iniciamos as ações de promoção do destino Bahia e, internamente, preparamos o estado para receber os visitantes”, contou Bacelar.

Apesar do alto número de imóveis residenciais voltados para a locação por temporada, o setor hoteleiro está vendo com bons olhos os resultados deste ano. “Nos últimos anos essa região viu surgir uma quantidade enorme de imóveis residenciais com um ou dois quartos, voltados à locação de curta duração em plataformas online, e isso tem sido um desafio para a rede hoteleira, não apenas no carnaval, mas em todo o ano”, disse Sena.

Segundo ele, os resultados do setor tem sido positivos, embora ele venha sendo penalizado por uma carga tributária maior e exigências legais que inexistem para a locação por temporada. “A legislação atual não garante condições de isonomia entre a locação de imóveis e o setor hoteleiro”, diz.

Mesmo diante dos desafios, a projeção é positiva até o fim da folia momesca. Sem falar no apoio que o setor vem dando ao estado na geração de emprego e renda. De acordo com Thiago Sena, o carnaval é a semana de maior receita e edemanda para o setor, mas também de criação de vagas de trabalho.

“A rede hoteleira costuma ter um aumento de contratações temporárias no início do verão, mas também existem contratações específicas para os períodos de pico, como Réveillon e Carnaval, e estimamos um aumento de 10 a 15% no quadro de colaboradores dos hotéis”., destacou.

Conforme dados do Caged, o setor hoteleiro emprega direta e formalmente mais de 40 mil pessoas em toda a Bahia, fora os empregos indiretos, então acredita-se que existam, ao menos, 6 mil novas oportunidades de emprego temporário no setor durante a alta temporada e carnaval.

Entre 2021 e 2024, o setor turístico criou 36,7 mil postos de trabalho com carteira assinada, incluindo a recuperação dos 19 mil empregos perdidos durante a pandemia, além de novas oportunidades de emprego.

Pesquisa do IBGE mostrou que o crescimento do turismo na Bahia, ano passado, foi de 8,4%, superando a média nacional de 3,5%; Em 2024, chegaram ao estado cerca de 3 milhões de turistas.

Faturamento – Para o setor hoteleiro, o carnaval é um dos períodos de maior fluxo, à frente do réveillon. O período é importante, inclusive, para suprir o período de ociosidade e vacância durante alguns meses do ano.

O diretor de Relações Institucionais disse que não é possível estimar o faturamento da rede. “Para muitos o carnaval representa também uma oportunidade financeira de compensar os longos períodos de baixa demanda e faturamento no restante do ano, sendo importante para manter o equilíbrio das contas e a saúde financeira ao longo do ano”, declarou. 

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