Parlamentar do PSOL recebe apoio de partidos de esquerda e movimentos populares após abertura de processo na Câmara de Salvador
Por Henrique Brinco
Lideranças políticas e sociais participaram de um ato de protocolo da defesa do vereador Hamilton Assis (PSOL), que responde a um processo de cassação na Câmara Municipal de Salvador (CMS). Estiveram presentes representantes do PSOL, PT, PSB, PCdoB e PV, além de dirigentes de movimentos sociais e sindicais.
A representação que deu origem ao processo acusa o parlamentar de quebra de decoro por sua participação na greve dos professores, que resultou na ocupação do Centro Cultural da Câmara, em 22 de maio. Hamilton classificou as acusações como infundadas e afirmou que o processo carece de materialidade.
“Sabemos que nunca foi fácil ficar nesse lugar. As elites ainda não aprenderam a conviver com as diferenças, principalmente quando os subalternizados tomam pra si o protagonismo em fazer enfrentamento político nos espaços de poder. Não estão acostumados a nos verem em posição ativa, mas sabemos que só nós podemos construir uma sociedade onde todos possam viver em paz com os mesmos direitos”, declarou o vereador.
A abertura do processo tem mobilizado diferentes setores políticos e sociais da capital, resultando na formação de uma frente unitária em defesa dos mandatos eleitos. Outros casos recentes de ataques a lideranças populares, como a vereadora Eliete Paraguassu e o ativista Kleber Rosa, também foram lembrados durante o ato.
Tássio Brito, presidente do PT Bahia, afirmou que a tentativa de cassação é reflexo da articulação da extrema direita. “Se eles puderem, vão agir para que a gente se torne cada vez mais invisível; e é por isso que o PT está aqui hoje, pra dizer que não seremos invisíveis, nos colocaremos em luta. O mandato do companheiro Hamilton é fundamental para a construção política de Salvador”, disse. Na mesma linha, a presidente do PT em Salvador, Ana Carolina, ressaltou a importância da união: “É um dia de luta, de resistência e nós, da esquerda baiana, estamos juntos pra dizer: Hamilton fica!”.
Já Ronaldo Mansur, presidente do PSOL Bahia, criticou a postura de aliados do prefeito Bruno Reis. “Os vereadores que cumprem o seu papel de serviçais do prefeito estão tentando cassar o nosso mandato, por isso, estamos aqui para dizer não.”
Além dos partidos, representantes de movimentos sociais reforçaram que os ataques atingem toda a luta popular. A mobilização deve continuar com atos no dia 7 de setembro, durante o Grito dos Excluídos e Excluídas, que há quase três décadas denuncia a exclusão social e defende uma sociedade mais justa.







0 comments:
Postar um comentário