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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Trotes ocupam 6% das ligações e consomem recursos da Segurança Pública

Cada ligação falsa gera prejuízos concretos, com viaturas e equipes podem ser mobilizadas desnecessariamente, linhas de atendimento ficam sobrecarregadas

Foto: Alberto Maraux/ ASCOM SSP

Por Rayllanna Lima

Em meio a chamadas de emergência reais, muitas acabam sendo apenas uma brincadeira perigosa. Entre janeiro e agosto de 2025, mais de 210 mil trotes foram registrados nas centrais de atendimento da Segurança Pública da Bahia. Eles representaram 6,4% das mais de 3,2 milhões de chamadas recebidas pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom), que atende às linhas 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil) e 193 (Corpo de Bombeiros). Os meses de maior incidência são janeiro e junho, e coincidem com períodos de férias escolares. Foram registrados 28.752 em janeiro e 28.462 em junho, conforme informa a SSP-BA (Secretaria de Segurança Pública da Bahia).

Em Salvador e na Região Metropolitana, a proporção é ainda mais preocupante: 8,2% das ligações foram trotes, contra 5,6% no interior. Para a capitã da Polícia Militar Priscila Lemos, coordenadora de Qualidade e Processos da Superintendência de Telecomunicações (Stelecom) da SSP, os números refletem um problema sério. “Quando deslocamos recursos para atender uma chamada falsa, podemos estar deixando de atender ocorrências reais. As pessoas fazem isso como brincadeira, mas o resultado é extremamente perigoso: é o desvio das forças policiais do seu dever”, alerta.

Cada ligação falsa gera prejuízos concretos, com viaturas e equipes podem ser mobilizadas desnecessariamente, linhas de atendimento ficam sobrecarregadas e, no pior cenário, pessoas em emergência real podem ter o socorro atrasado. Prática é crime e pode gerar 3 anos de prisão O que muita gente não sabe é que a prática é crime. Segundo a legislação brasileira, comunicar ocorrência falsa ou interromper serviço de utilidade pública é crime, sujeito a multa e até três anos de prisão. Mas, apesar da gravidade, os trotes continuam sendo um desafio constante para a SSP, que reforça a importância da conscientização. “É fundamental que a população entenda que essa prática não é apenas uma brincadeira. Pode colocar vidas em risco e comprometer todo o sistema de segurança”, conclui a capitã Priscila Lemos. 

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