Jornalismo com Credibilidade.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Augusto Cury nega ter manipulado redes e fala em 'revolução silenciosa' após subir em pesquisa

 

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O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury,

O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, afirmou que está alegre com o resultado da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (31), mas acrescentou que segue "preocupado com o Brasil em 2027".

"Todo mundo me ligando, todo mundo me cumprimentando. Mas, honestamente dizendo, eu recebi com muita humildade. Porque o problema não é perder a Presidência da República, o problema é ganhar a Presidência e pacificar esta nação", afirmou ele, durante agenda no Sebrae, em Curitiba.

"Eu não estou atrás de poder. Não é cargo. As pessoas perguntam se estou eufórico. Não, eu estou alegre, mas preocupado, precisamos pensar no Brasil em 2027", continuou.

O candidato alcançou 11% das intenções de voto no primeiro turno, avançando nove pontos percentuais em relação ao último levantamento, quando aparecia com 2%.

Questionado pela imprensa sobre as afirmações de partidos que apontam crescimento artificial de sua candidatura nas redes sociais, Cury afirmou que "eles que investiguem" e negou a utilização de robôs e contratos com influenciadores.

"Nós investimentos em torno de R$ 50 mil. Não tem história de robô. Na verdade, são milhões de pessoas que acreditam na pacificação e estão cansadas desta polarização insana", respondeu ele.
"O que aconteceu foi uma revolução totalmente silenciosa a partir do primeiro debate."

Sobre os 2 milhões de seguidores que ganhou, Cury afirmou que se trata de "um movimento nunca visto". "As pessoas estão vendo sinceridades nas nossas propostas."

Alcolumbre quer indicar Pacheco ao TCU sem sabatina e com aprovação em plenário até quarta

 

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Com a renúncia do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, quer acelerar a indicação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga e discute enviar o nome do aliado direto ao plenário sem passar por uma sabatina.

O caminho está pavimentado para que o nome do senador seja aprovado ainda nesta semana pelo Senado Federal.

O presidente do TCU, ministro Vital do Rego, deve formalizar a abertura da vaga ao Senado ainda nesta segunda (31). Enquanto isso, Alcolumbre já articula com senadores para levar a indicação de Pacheco ao plenário na terça (1º) ou, no mais tardar, na quarta-feira (2).

O presidente do Senado quer aproveitar a semana do esforço concentrado para aprovar o nome do amigo ao TCU antes das eleições.

A Constituição Federal obriga a realização de sabatina apenas de indicados pela Presidência da República. Pacheco será indicado pelo Congresso Nacional, inclusive com amplo apoio dos senadores.

A expectativa de aliados de Rodrigo Pacheco é que o nome dele seja aprovado com facilidade, por ampla maioria de votos. Depois, o nome vai para a Câmara dos Deputados para revisão e, em seguida, o resultado é promulgado pelo Congresso.

Renan Santos chama decisão de Toffoli de 'perseguição'

 

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O candidato à presidência Renan Santos (Missão)

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou, em vídeo publicado nesta segunda (31) em suas redes sociais, que vai recorrer da decisão do ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que determinou a suspensão cautelar de sua propaganda eleitoral digital e de sua participação em debates e sabatinas.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan disse que a decisão é "ilegal e persecutória" e relacionou a medida às manifestações que convocou nos últimos meses. Segundo ele, os atos também fizeram críticas ao ministro em meio às discussões sobre o escândalo do Banco Master.

"Curiosamente eu convoquei também quatro manifestações nesse último ano contra o senhor Dias Toffoli, contra o envolvimento não apenas dele, mas de todas essas pessoas no escândalo do Banco Master. As manifestações tomaram as ruas de São Paulo quatro vezes. O nome do Dias Toffoli foi mencionado e cartazes foram feitos. Todas essas vezes eu tô pagando o preço por ter defendido o que eu defendi", afirma.

Renan disse ainda que a suspensão ocorreu por um "problema técnico" no registro das candidaturas e disse que outros candidatos teriam enfrentado situação semelhante. "Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou ‘abusando do poder econômico’ por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos também tiveram durante o registro das candidaturas chega a ser absurdo", afirmou.

Em outra publicação, ele exibiu uma montagem de seu rosto com uma tarja que lê "Censurado" e com a música "Cálice", de Chico Buarque.

A decisão de Toffoli, tomada no domingo (30), determinou a suspensão da propaganda digital de Renan em perfis que não teriam sido informados à Justiça Eleitoral no prazo estipulado. A medida também suspendeu a participação do candidato em debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios, além dos repasses de recursos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) à chapa.

A apuração da Folha mostrou que a omissão das contas de Renan abriu uma brecha para que seus perfis continuassem sujeitos às recomendações algorítmicas enquanto os canais de adversários já estavam submetidos ao filtro.


Antonio Lavareda analisa cenário político em jantar da ACB, Portal Política Livre e LIDE Bahia

 

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O cientista político e sociólogo Antonio Lavareda

A Associação Comercial da Bahia (ACB), em parceria com o LIDE Bahia e o portal Política Livre, promove, no dia 21 de setembro, um jantar de adesão com o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, no Palacete Tira-Chapéu, no Centro Histórico de Salvador. O encontro reunirá empresários e lideranças para uma análise dos cenários políticos da Bahia e do Brasil às vésperas das eleições de 2026.

O evento terá como tema central os movimentos que devem marcar a disputa eleitoral deste ano, com atenção especial ao cenário da eleição presidencial, às tendências do eleitorado, às pesquisas de opinião e aos possíveis desdobramentos da conjuntura política nacional e estadual.

Presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), Antonio Lavareda é pernambucano, sociólogo e cientista político, doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e autor de 15 livros. Com ampla experiência nas áreas de pesquisa de opinião, comportamento eleitoral e análise política, é uma das referências brasileiras na interpretação de cenários eleitorais.

Às vésperas das eleições, Antonio Lavareda destaca a complexidade da disputa presidencial e os diferentes fatores que podem influenciar o voto do eleitor. “A análise da 10ª eleição presidencial da Nova República exige combinar múltiplas dimensões que se articulam em um painel de grande complexidade. Economia, identitarismo, segurança, escândalos, Trump… estão presentes no quadro de referências da população e disputam o papel do que será mais decisivo no resultado desse pleito”, afirma.

Para Isabela Suarez, presidente da ACB, promover espaços de diálogo e acesso a informações qualificadas é ainda mais importante, especialmente para o setor empresarial. “O diálogo e o conhecimento são fundamentais para a tomada de decisões. Em um cenário de tanta polarização, é ainda mais importante que as pessoas tenham acesso a informações qualificadas, análises consistentes e diferentes perspectivas, para compreender o momento que o país atravessa. A ACB tem justamente esse papel de promover encontros que ampliem o conhecimento e estimulem o diálogo sobre temas relevantes para a Bahia e o Brasil”.

O evento integra a agenda institucional da ACB de promoção de debates e aproximação entre o setor empresarial, especialistas e lideranças de diferentes segmentos. Com investimento de R$ 500 por pessoa e capacidade para 100 participantes, o jantar também terá um caráter especial de valorização do patrimônio histórico da entidade, já que parte do valor arrecadado será destinada às obras de restauro do teto do Palácio da Associação Comercial da Bahia, no Comércio.

Governo Lula reserva R$ 44,8 bi para emendas parlamentares no Orçamento de 2027

 

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Congresso Nacional visto da Esplanada dos Ministérios

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reservou R$ 44,8 bilhões para o pagamento de emendas parlamentares individuais e de bancada no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária) de 2027.

O montante é R$ 4 bilhões maior que os R$ 40,8 bilhões previstos inicialmente na proposta orçamentária para 2026. Hoje, o Orçamento reserva um valor ainda maior, de R$ 49,9 bilhões, pois os congressistas costumam redirecionar parte das despesas do Executivo para uma terceira categoria de emendas, as de comissão.

A tendência é que, durante a tramitação do PLOA 2027, os deputados e senadores repitam esse movimento, turbinando os valores que podem ser carimbados por eles para beneficiar seus redutos eleitorais.

A proposta do Executivo, apresentada nesta segunda-feira (31), inclui apenas os valores reservados às emendas individuais e de bancadas estaduais, que são de execução obrigatória.

Já as verbas de comissão não são obrigatórias, mas há uma regra que limita o valor do ano que vem a R$ 12,9 bilhões. Para incluir os valores no Orçamento, os congressistas precisarão apontar as ações que serão alvo de cortes, como gastos de custeio ou investimentos em obras públicas.

Esse limite foi previsto em uma lei complementar que formalizou um acordo entre Congresso Nacional, governo e STF (Supremo Tribunal Federal) em meio a tentativas da corte de dar mais transparência às emendas.

Na LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2026, os deputados e senadores cortaram recursos da Previdência, do Pé-de-Meia e do Auxílio Gás para inflar o total das emendas. O presidente Lula vetou R$ 400 milhões em verbas carimbadas pelos congressistas e remanejou outros R$ 7 bilhões, o que reduziu o montante total aos atuais R$ 49,9 bilhões.

Crítico do mecanismo que carimba fatia considerável do Orçamento público para congressistas, Lula acelerou a liberação de emendas às vésperas do período eleitoral começar. Como mostrou a Folha, de janeiro a junho de 2026, o governo pagou R$ 32,5 bilhões em emendas, 30% mais do que o liberado em 2022, quando o recorde anterior havia sido registrado.

O ritmo foi influenciado pela decisão inédita do Congresso de instituir um calendário de pagamento das emendas, o que obrigou o Executivo a empenhar (primeira fase do gasto, quando os valores ficam efetivamente reservados para futuro pagamento) 65% dos valores ainda no primeiro semestre.

O Legislativo já havia tentado emplacar essa regra em anos anteriores, e o governo conseguiu segurar a pressão, mas acabou sucumbindo em 2026, ano eleitoral.

A Constituição Federal prevê uma reserva de 2% da RCL (receita corrente líquida) do ano anterior ao do encaminhamento do PLOA (neste caso, 2025) para as chamadas emendas individuais, dos quais 1,55 ponto para deputados e 0,45 ponto para senadores.

Já as emendas de bancada contam com uma reserva de até 1% da RCL realizada no ano anterior (neste caso, a base de cálculo será 2026).

O acordo das emendas, porém, definiu que, a partir deste ano, a reserva para emendas de bancada será atualizada pela regra do arcabouço fiscal, que prevê a inflação e ganho real de até 2,5%.

Para as emendas de comissão, o valor fixado em 2025 começou com R$ 11,5 bilhões, patamar que deve ser atualizado anualmente pela inflação.

As emendas parlamentares são alvo de uma ação no STF, hoje sob relatoria do ministro Flávio Dino, que chegou a suspender o pagamento de emendas em 2024. O bloqueio acirrou a tensão entre o governo Lula e o Congresso, o que afetou a tramitação de projetos importantes.

Na semana passada, Dino determinou a nulidade de qualquer emenda parlamentar cuja indicação tenha sofrido a interferência de presidentes dos partidos políticos ou de pessoas sem mandato. A decisão se deu devido às suspeitas de que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos) tenham atuado para direcionar pagamentos. Os dois tiveram bens bloqueados em julho, em outra decisão do ministro do STF.

A crise com esses pagamentos começa ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando a então ministra Rosa Weber proibiu as chamadas emendas de relator, que davam à cúpula do Congresso o poder de decidir o destino de bilhões do Orçamento.

Governo Lula propõe Orçamento de 2027 com superávit de R$ 18,6 bi

Cálculo já considera todas as exceções que permitem despesas fora das regras fiscais

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O presidente Lula

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estima um superávit primário de R$ 18,6 bilhões em 2027, segundo a proposta de Orçamento para 2027 apresentada nesta segunda-feira (31). O saldo indica uma previsão de receitas superior aos gastos federais no primeiro ano de mandato de quem for o presidente eleito.

Em ano de implementação da reforma tributária sobre o consumo, a projeção oficial é que a receita líquida do governo suba a R$ 2,85 trilhões, o equivalente a 19,27% do PIB (Produto Interno Bruto). Neste ano, o valor estimado é R$ 2,6 trilhões, ou 18,95% do PIB. Já as despesas estão limitadas pela regra do arcabouço fiscal, embora haja algumas exceções que permitem gastos fora das regras.

O cálculo do resultado primário já considera esses descontos, que contribuem para piorar o resultado das contas e a trajetória da dívida pública. O gasto total deve somar R$ 2,83 bilhões.

A meta fiscal oficial para o ano que vem é um superávit de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto), o equivalente a R$ 73,2 bilhões, e sob essa ótica o governo estima um desempenho até melhor, positivo em R$ 83,4 bilhões. Mas as exceções vão reduzir esse saldo em R$ 64,7 bilhões. O valor restante equivale ao esforço fiscal prometido para 2027.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o ministro Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) já havia antecipado que o resultado efetivo das contas no ano que vem seria positivo entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões.

Durante a execução do Orçamento, o governo ainda pode contar com uma margem adicional de 0,25 ponto percentual do PIB, ou R$ 37 bilhões, para acomodar imprevistos. Na prática, o resultado final ainda pode ser deficitário em até R$ 28,5 bilhões.

No entanto, Moretti e o ministro Dario Durigan (Fazenda) declararam em entrevistas recentes à Folha que o objetivo do governo Lula, caso reeleito, será buscar o centro da meta em 2027.

Essa seria uma mudança drástica em relação à postura adotada nos últimos anos, quando o Executivo fixou metas de déficit zero ou até superávit, mas acabou entregando resultados finais negativos. Além dos descontos, criticados por especialistas em finanças públicas, a equipe econômica perseguiu, na prática, o piso da meta fiscal, sob a justificativa de que isso já era suficiente para cumprir as regras.

Agora, sob pressão para melhorar a trajetória da dívida pública —que alcançou o maior patamar em cinco anos e virou tema na campanha eleitoral—, o governo quer sinalizar um esforço fiscal mais forte. Por isso, tem enfatizado a promessa de buscar o centro da meta e entregar um superávit genuíno, sem recorrer a subterfúgios contábeis para sustentar as contas no azul.

A estratégia passa por uma maior liberdade para travar gastos em caso de frustração de receitas (o chamado contingenciamento). A ferramenta é capaz de reduzir o montante total de despesas do governo, diferentemente do bloqueio, usado para acomodar o aumento de gastos obrigatórios, mas que não diminui a soma dos gastos.

Para ajudar nesse esforço, o governo conta com o acionamento de diferentes gatilhos do arcabouço fiscal, que vão segurar as despesas obrigatórias e abrir espaço para gastos discricionários, como ações de custeio e investimentos. Mais flexíveis, são estas ações que poderão ser congeladas para cumprir o centro da meta fiscal em caso de necessidade.

Cerca de R$ 9 bilhões virão da regra que limitará a expansão de gastos com pessoal a 0,6% acima da inflação no ano que vem, em razão do déficit nas contas registrado em 2025. A economia é calculada em comparação à alta média dessas despesas observada nos últimos anos do governo Lula.

Outros R$ 8,9 bilhões virão dos novos gatilhos recém-aprovados pelo Congresso e sancionados por Lula na sexta-feira (28).

Um deles impede a expansão de despesas financiadas por receitas vinculadas em ritmo superior à correção do arcabouço (que vai crescer 2,5% acima da inflação). Isso afeta repasses ao FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal) e ao FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), por exemplo. Essa medida vai render uma economia próxima de R$ 2 bilhões.

Outro gatilho retira da RCL (receita corrente líquida) as receitas com a venda de óleo da União. Como o piso da saúde é uma fatia da RCL, esse gasto obrigatório ficará cerca de R$ 7 bilhões menor do que o inicialmente projetado. Ainda assim, segundo Moretti, haverá um crescimento de R$ 25 bilhões no mínimo da saúde.

Segundo as projeções do governo, as despesas obrigatórias terão um crescimento de R$ 145,1 bilhões, ocupando a maior parte do espaço de R$ 183,8 bilhões aberto com a correção do limite do arcabouço.

Só os benefícios previdenciários vão subir R$ 87,5 bilhões, para R$ 1,17 trilhão. Já as despesas com pessoal, mesmo com o gatilho, devem crescer R$ 20,6 bilhões, para R$ 440,7 bilhões. No caso do BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, a alta será de R$ 9,2 bilhões, para R$ 145,1 bilhões.

O governo ainda reservou R$ 157,1 bilhões para o programa Bolsa Família, valor próximo dos R$ 156,6 bilhões destinados este ano para o programa.

Outros R$ 38,7 bilhões extras serão direcionados para as despesas discricionárias, que chegarão a R$ 213,7 bilhões considerando apenas os gastos relativos ao Executivo. Haverá ainda uma reserva de R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares.

Caso o superávit prometido pelo governo se verifique na prática, será o melhor resultado das contas federais desde 2022, quando a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poupou R$ 46,4 bilhões (ou R$ 58,3 bilhões em valores atualizados).

Além disso, a proposta de Orçamento para 2027 é a mais benigna desde o PLOA de 2015, enviado em 2014 e que previa um saldo positivo de R$ 86 bilhões (em valores da época) para o ano seguinte.

Em meio à crise das pedaladas fiscais e à queda na atividade econômica durante o governo Dilma Rousseff (PT), o resultado projetado não se concretizou, e a nova equipe econômica da petista —formada por Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento)— precisou apresentar um PLOA 2016 com uma previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões (também em valores históricos). Foi a primeira vez que o governo federal enviou uma proposta de déficit ao Congresso.

Desde então, todos os Orçamentos anuais projetaram resultados negativos, exceto o PLOA de 2024, que estimou um superávit de R$ 2,84 bilhões (em cifras nominais). Naquele ano, o resultado efetivo também acabou sendo negativo, em R$ 43 bilhões, aprofundado por frustrações de receitas e gastos extraordinários com as enchentes no Rio Grande do Sul e as queimadas nas regiões Norte e Centro-Oeste.

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