Apesar das restrições legais, produtos contendo esses ingredientes ainda são encontrados no mercado e utilizados em salões de beleza
Foto: Divulgação/Ascom
Por Vitor Silva
O uso de alisantes capilares sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) continua colocando em risco a saúde de consumidores em todo o país. A agência publicou o *Informe de Segurança GGMON 03/2025*, no qual reforça os alertas sobre os perigos associados a substâncias proibidas, como o formol (formaldeído) e o ácido glioxílico.
Apesar das restrições legais, produtos contendo esses ingredientes ainda são encontrados no mercado e utilizados em salões de beleza. De acordo com o informe, o uso do formol é permitido em cosméticos apenas como conservante (até 0,2%) e como endurecedor de unhas (até 5%). No entanto, sua aplicação como alisante capilar é proibida, já que pode causar sérios danos à saúde — incluindo irritações, problemas respiratórios e até alterações irreversíveis na estrutura dos fios.
O ácido glioxílico, frequentemente utilizado de forma irregular para alisar cabelos, também está na lista de substâncias que representam riscos significativos. Quando aquecido, ele pode liberar gases tóxicos e provocar reações graves, especialmente em procedimentos combinados com descoloração ou uso de calor excessivo.
Riscos e orientações
Segundo a Anvisa, “a adição intencional de formol a cosméticos é uma infração sanitária grave e pode ser enquadrada como crime hediondo, conforme o artigo 273 do Código Penal”. A agência também destaca que a cosmetovigilância — processo de monitoramento dos produtos cosméticos após sua comercialização — é uma ferramenta essencial para proteger a saúde pública.
Consumidores e profissionais de beleza devem estar atentos. A Anvisa recomenda que todos verifiquem se os produtos possuem registro ou notificação no portal da agência, evitem itens com promessas milagrosas ou embalagens sem rótulo, e fiquem atentos a sinais de alerta como ardência, coceira, vermelhidão ou falta de ar.
Especialista dá dicas para evitar problemas capilares
Para o tricologista e especialista em saúde dos cabelos, Dr. Luan Costa, é fundamental que consumidores priorizem produtos com procedência e, sempre que possível, procurem orientação profissional antes de realizar procedimentos químicos.
“O maior erro é acreditar que o que funcionou para uma pessoa servirá para outra. O couro cabeludo e a fibra capilar têm características únicas. Alisamentos com substâncias não autorizadas podem causar queimaduras, queda severa de cabelo e problemas dermatológicos de difícil reversão”, afirma o especialista.
Ele alerta ainda para os perigos de misturas caseiras ou produtos oferecidos em redes sociais sem qualquer controle sanitário.
“Desconfie de cosméticos que prometem alisar os fios sem agredir ou que não informam claramente a composição. E nunca realize esses procedimentos em ambientes sem ventilação ou com pessoas não qualificadas”, completa.







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