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segunda-feira, 7 de julho de 2025

Estratégia de ‘Nós contra eles’ vai melhorar a imagem do governo?

Lula retoma discurso 20 anos depois de ser usado durante a crise do mensalão

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Por Bernardo Mello 

A exemplo da crise do mensalão em 2005, quando viveu seu momento mais difícil de popularidade e de relação com o Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem intensificando neste terceiro mandato o apelo ao discurso de “ricos contra pobres” e às críticas ao “andar de cima” da sociedade brasileira. O objetivo da comunicação do governo é associar a imagem do petista ao eleitorado de baixa renda, segmento que contribuiu para sua eleição em 2022, e usar pressão social para compensar impasses na articulação política.

Estrategistas políticos e marqueteiros ouvidos pelo GLOBO se dividem sobre a eficácia do discurso, caso se mantenha até as eleições de 2026. A ênfase nas desigualdades sociais ainda tem o poder de atrair a atenção de eleitores e mobilizar a militância petista, reconhecem. Mas duas década depois a mudança da imagem de Lula e de seu partido junto à população pode enfraquecer a mensagem, que tem de ser acompanhada de melhorias concretas na economia para funcionar, alerta uma parte deles.

Ao longo da última semana, Lula fez declarações defendendo uma nova alíquota de Imposto de Renda para pessoas com remuneração superior a R$ 50 mil e, em visita à Bahia, ergueu um cartaz pedindo “taxação dos super-ricos”. A medida, costurada pelo Ministério da Fazenda para abrir espaço à isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, é aprovada por 76% dos eleitores, segundo pesquisa Datafolha de abril — entre os mais pobres, 78% são favoráveis.

Fonte: Agência O Globo

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