Se a ideia era celebrar o trabalhador, o resultado foi no mínimo contraditório. A sessão especial organizada pelo vereador Dentinho do Sindicato, em homenagem ao Dia do Trabalhador, aconteceu diante de uma plenária praticamente vazia na Câmara Municipal de Camaçari.
Sem público, sem mobilização e com pouca representatividade popular, o evento escancarou um problema recorrente: o discurso político cada vez mais distante da realidade das ruas. Afinal, que homenagem é essa que não consegue atrair justamente quem deveria ser homenageado?
Enquanto os discursos ecoavam no plenário vazio, do lado de fora a vida real seguia — com trabalhadores enfrentando transporte precário, dificuldades econômicas e pouca presença efetiva do poder público. Dentro da Câmara, sobraram cadeiras vazias; fora dela, sobram problemas antigos.
Nos bastidores, a avaliação é dura: a sessão virou mais um ato protocolar, sem impacto real, sem engajamento e, principalmente, sem povo. Para muitos, um retrato fiel de uma política que fala muito… mas mobiliza pouco.
A cena levanta uma pergunta inevitável:
quando a política vai parar de falar sobre o trabalhador e começar, de fato, a falar com ele?
Porque, do jeito que está, a resposta parece clara — e silenciosa, como a plenária.








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