O pré-candidato e engenheiro Ari Barbosa subiu o tom contra a gestão municipal de Camaçari ao denunciar o que classifica como um suposto crime ambiental em áreas da cidade. Segundo ele, mais grave do que o dano em si seria a inércia de órgãos que deveriam fiscalizar e agir.
De acordo com o engenheiro, intervenções recentes estariam provocando impactos ambientais relevantes, sem a devida transparência ou rigor técnico. Para Ari, o cenário aponta não apenas para irregularidades, mas para um possível conluio silencioso marcado pela omissão.
As críticas atingem diretamente a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), responsável pela fiscalização. Na avaliação do pré-candidato, a pasta estaria falhando no seu papel básico de controle, permitindo que situações potencialmente ilegais avancem sem a devida intervenção.
O Ministério Público também é citado nas declarações. Ari Barbosa questiona a ausência de medidas mais enérgicas diante das denúncias, levantando dúvidas sobre a efetividade da atuação institucional em casos que envolvem interesses sensíveis.
“Quando há indícios de dano ambiental e ninguém age, o problema deixa de ser apenas técnico e passa a ser institucional”, afirmou.
Até o momento, nem a Prefeitura de Camaçari, nem a Sedur ou representantes do Ministério Público apresentaram posicionamento público sobre as acusações. O silêncio, para críticos, só amplia a desconfiança e reforça a cobrança por respostas.
O caso joga luz sobre um tema recorrente na política local: quem fiscaliza, de fato, o poder? Em uma cidade que cresce rapidamente, a ausência de controle ambiental pode ter consequências irreversíveis — e a omissão, quando comprovada, pode ser tão grave quanto o próprio dano.
Enquanto isso, a população assiste a mais um capítulo onde denúncias graves se chocam com a lentidão — ou ausência — de respostas. E a pergunta que fica é direta: até quando?








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