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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Renan Santos lança manifesto em ato no Ibirapuera e pede prisão de Moraes e Toffoli

 

Imagem de Renan Santos lança manifesto em ato no Ibirapuera e pede prisão de Moraes e Toffoli

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, discursa durante ato no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo

Na manhã desta segunda-feira (7), Renan Santos e seus apoiadores protestaram no Obelisco do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, em um ato que defendeu a prisão dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O protesto buscou explorar o desgaste provocado na Corte e na cúpula da PF pelas recentes revelações sobre as relações de autoridades com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

No evento, Renan Santos fez um discurso crítico às elites, acusando a classe dirigente de deixar o país "destruído" e de conformismo com a corrupção e a violência urbana.

"A nossa elite é um lixo. As pessoas que comandam as posições de poder no Brasil merecem o lixo que se tornou o nosso país. Elas são corresponsáveis por isso. Elas são o fracasso", disse.

O candidato mirou os dois líderes nas pesquisas, afirmando que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) representam, respectivamente, o risco de um governo autoritário de esquerda e uma "oligarquia de corruptos do centrão".

"Eu não aceito essa democracia que torna brasileiros escravos do crime organizado e ladrões donos das nossas ruas. Se isso é democracia para vocês, eu não sou um democrata", afirmou.

O ponto central da fala de Renan foi o lançamento do "Manifesto pelo Futuro da Nação", documento lido diante da militância e apresentado como uma "última convocatória em favor do futuro da nação".

O texto classifica o debate político brasileiro como "farsa" e nega que o país viva uma polarização ideológica. "Não há polarização. A direita hegemônica e a esquerda governista são dominadas pelos mesmos sócios no crime, Daniel Vorcaro entre eles. O Supremo Tribunal Federal, peça central desse arranjo, tem gângsteres em seus quadros, homens que se acomodaram ao banditismo cotidiano", diz o manifesto lido pelo candidato.

O documento sintetiza quatro exigências: a saída e prisão imediata de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes; o afastamento de Andrei Rodrigues da Direção-Geral da PF; a demissão de Paulo Gonet da Procuradoria-Geral da República (PGR) e a manutenção das apurações do caso Master sob condução do ministro André Mendonça.

Presente no evento, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) reforçou o tom de cobrança sobre os demais concorrentes ao Planalto. "Eu gostaria muito de aproveitar a presença da imprensa que está aqui para a gente poder sair com o compromisso de todas as candidaturas à Presidência da República de, caso eleitos, nomear ministros do Supremo que tenham independência, inclusive para votar a prisão do ministro Alexandre de Moraes", afirmou.

Kataguiri acusou os adversários de omitir o escândalo financeiro por "canalhice", "covardia" ou por estarem comprometidos com o ex-controlador do Banco Master.

A manifestação no Ibirapuera deu sequência à ofensiva institucional iniciada pelo candidato no dia 2 de setembro, quando Renan protocolou no Senado pedidos de impeachment contra Toffoli e Moraes com base na Lei de Crimes de Responsabilidade.

Nas peças, o presidenciável acusa os magistrados de procederem de modo incompatível com a honra e o decoro do cargo devido a supostos repasses e vantagens financeiras ligadas ao empresário.

Pesquisa Datafolha divulgada em 3 de setembro trouxe Renan Santos com 3% das intenções de voto.

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