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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Reta final: Propaganda eleitoral reforça fim da escala 6x1 e coloca segurança e economia no centro do debate

 

Imagem de Reta final: Propaganda eleitoral reforça fim da escala 6x1 e coloca segurança e economia no centro do debate

Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD)

No dia da última agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia antes da eleição de 4 de outubro, e que pode ser decisiva para o governador Jerônimo Rodrigues (PT), a propaganda eleitoral apresentada pelo PT, nesta terça-feira (29), repetiu a abordagem populista e reforçou a associação entre Lula e propostas voltadas ao trabalhador, com destaque para o fim da escala 6x1. 

Os adversários Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL) concentraram suas peças na segurança pública, economia e nas críticas ao governo petista, enquanto Augusto Cury (Avante) voltou a se apresentar como o candidato que pretende “curar o Brasil”.

Lula dedicou parte do programa a responder perguntas de eleitores e voltou a defender o fim da escala 6x1 sem redução salarial. Ele destacou que a mudança permitiria ao trabalhador ter dois dias de descanso por semana, com mais tempo para a família, estudos e lazer.

“O fim da escala 6x1 sem redução do salário, para você descansar um dia mais”, afirmou.

Na educação, o presidente citou o programa Pé-de-Meia e prometeu ampliar a iniciativa para todo o ensino médio, além de universalizar o ensino em tempo integral. A propaganda também destacou a proposta de isenção de impostos sobre a cesta básica e a redução do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil. A peça ainda associou as propostas à continuidade do governo e afirmou que “essa mudança não pode parar”. 

Ronaldo Caiado voltou a utilizar como principal argumento sua experiência como governador de Goiás destacando indicadores de segurança e crescimento econômico do estado. Ele também se apresentou como alguém que pretende levar o mesmo modelo de gestão para o país.

“Caiado vai botar ordem na casa”, afirmou a propaganda, ao defender o combate à corrupção e ao crime organizado, além de uma atuação firme contra o narcotráfico e o controle das fronteiras. 

Principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro novamente fez um discurso de confronto. A propaganda apresentou depoimentos de eleitores que afirmaram ter votado no petista, mas disseram que não pretendem repetir a escolha.

“O Brasil está mais violento? Sim ou não? Comprar no mercado está mais caro? Sim ou não?”, perguntou. 

Na área da segurança, Flávio prometeu criar o programa “Brasil Sem Medo” e classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas, além de propor o aumento das penas para crimes como furto de celulares.

Na economia, Flávio repetiu a promessa de fazer um “tesouraço nos impostos” e criticou a promessa de campanha feita por Lula em 2022: “Ele prometeu a picanha e está entregando ovo”, disse. 

Em sua rápida inserção partidária, o candidato Augusto Cury manteve a estratégia apresentada em programas anteriores e voltou a se colocar como candidato associado à proposta de “curar o Brasil”, preservando o discurso centrado na saúde emocional.

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