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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Fachin nega pedido de suspeição de Dino feito por Flávio Bolsonaro

Defesa de Flávio pediu na quarta (30) para que Dino fosse declarado suspeito para tratar de processos sobre o senador e sobre o presidente Lula

Imagem de Fachin nega pedido de suspeição de Dino feito por Flávio Bolsonaro

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, negou nesta quinta-feira (1º) o pedido de suspeição feito pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ministro Flávio Dino.

A defesa do senador havia feito o pedido na quarta (30) para que o magistrado fosse declarado suspeito para tratar de processos relativos ao próprio Flávio, e também ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à disputa presidencial.

Sob a relatoria de Fachin como ministro presidente da corte, o processo tramita em sigilo no sistema do STF. Por esse motivo, não há ainda detalhes sobre a decisão, dada em segredo de justiça.

No pedido, os advogados de Flávio alegavam que Lula e Dino mantinham relação íntima de amizade há três décadas. Indicado por Lula ao Supremo, Dino também foi ministro da Justiça durante o terceiro mandato do petista.

"Essa relação precede a toga e a ela, infelizmente, sobreviveu, de forma que compromete a imparcialidade de Sua Excelência para julgar causas que envolvam o Presidente da República e, consequentemente, as eleições presidenciais de 2026 e o Peticionário, principal adversário do atual Presidente na disputa", diz a peça.

Dino é visto como um grande aliado da campanha petista no Supremo. Nas últimas semanas, o ministro deu decisões que são lidas pelo jurídico de Flávio como favoráveis a Lula.

A mais recente delas é a decisão em que Dino anulou determinação do ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Nomeado ao STF pelo pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Mendonça derrubou uma série de publicações nas redes sociais relacionadas à notícia falsa de que Flávio iria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, se eleito presidente.

Em reação, Dino anulou a ordem, liberando as publicações sobre o tema.

Aliados de Flávio também temem que uma ação em curso no STF, sob a relatoria de Dino, seja usada pela campanha de Lula para manobras no segundo turno ou mesmo para não reconhecer eventual vitória do senador do PL.

O processo em questão foi protocolado pelo Instituto Brasileiro de Mineração para questionar a possibilidade de municípios abrirem ações judiciais em outros países por danos ocorridos no Brasil. Na ação, Dino acatou a posição do instituto com o argumento de que leis estrangeiras não são válidas no Brasil.

O receio da campanha de Flávio é que essa decisão seja expandida e usada para resistir a supostas ameaças à soberania nacional –um dos motes da campanha de Lula.

Em setembro, o jurídico da campanha de Lula acionou o Supremo para que o PT fosse incluído como parte interessada no processo. O partido pediu para que fosse investigada a atuação, no país, de agentes que atuam para interesses estrangeiros, apontando o risco de interferência estrangeira nas eleições.

A campanha petista citou medidas estrangeiras vindas dos Estados Unidos e relacionou a ação da Casa Branca no Brasil a Flávio e ao seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

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