Moradores relatam atrasos, superlotação e precariedade nos ônibus que atendem bairros da cidade
Moradores de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, vêm denunciando nas redes sociais e diretamente aos órgãos públicos o que classificam como “abandono completo” do sistema de transporte coletivo. Entre as principais queixas estão atrasos constantes, superlotação nos horários de pico, má conservação dos veículos e redução de linhas, principalmente nos bairros mais afastados do centro.

Na manhã da última terça-feira (19), usuários do transporte que dependem da linha Atlântico registraram imagens de passageiros viajando em pé, espremidos e sem ventilação adequada. Muitos relataram esperar por mais de uma hora por um ônibus que, quando chegou, já estava lotado.
“É uma humilhação diária. A gente sai de casa cedo e nunca sabe se vai conseguir chegar no trabalho na hora. Os ônibus estão velhos, quebram no meio do caminho, e não tem fiscalização”, reclamou a dona de casa Maria das Dores, moradora do bairro Gleba C.
Redução de linhas e horários prejudica trabalhadores
Desde o início do ano, a população relata uma redução significativa no número de viagens em algumas rotas. Trabalhadores da área industrial e estudantes são os mais afetados.
“O transporte à noite é quase inexistente. Quem estuda ou trabalha em turno tarde/noite fica praticamente sem opção. Já tivemos que gastar com transporte por aplicativo porque não passa mais ônibus depois das 20h”, contou o estudante Lucas Andrade, morador de Vila de Abrantes.
Ônibus sem manutenção e problemas recorrentes
Além da escassez de horários, outro ponto crítico é a falta de manutenção dos ônibus. Pneus carecas, janelas quebradas, vazamentos e problemas nos freios foram denunciados por usuários.
“Esses dias o ônibus quebrou no meio da via expressa. Tinha criança, idosos… ninguém apareceu pra dar suporte. Ficamos mais de 40 minutos esperando outro carro. É um desrespeito total”, relatou a auxiliar de serviços gerais Rita Souza, que depende diariamente do transporte para ir ao trabalho no Polo Industrial.
Por Bruno Albuquerque







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