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segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Grupo volta a protestar após mortes de três mulheres em Ilhéus

As professoras Alexsandra Oliveira Suzart e Maria Helena do Nascimento Bastos, acompanhadas da filha de Maria Helena, a estudante Mariana Bastos, foram achadas sem vida em uma região de mata, em Ilhéus.

Foto: Reprodução/TV Santa Cruz

Um grupo de pessoas protestou novamente, nesta segunda-feira (18), com pedidos de justiça e cobrou celeridade nas investigações sobre as mortes de três mulheres, em Ilhéus, no sul da Bahia.

As professoras Alexsandra Oliveira Suzart e Maria Helena do Nascimento Bastos, acompanhadas da filha de Maria Helena, a estudante Mariana Bastos, foram achadas sem vida em uma região de mata, no sábado (16).

O caso é investigado pela polícia, mas não há informações sobre a motivação do crime, nem sobre a autoria. Segundo o delegado Helder Carvalhal, a polícia não descarta nenhuma linha de investigação.

Os manifestantes cantaram louvores evangélicos e estavam com cartazes com frases como "Mulher não é propriedade", "Parem de nos matar" e "Justiça". O protesto foi pacífico e contou com a presença de policiais militares.

"A [Secretaria de] Segurança Pública precisa tomar uma providência. Nós não temos policiamento adequado e a gente está sendo injustiçada. Estamos aqui para clamar por justiça por essas mulheres. Minha família foi vítima de violência doméstica e isso não pode continuar", disse Kadja Barroso.

Na tarde de domingo (17), um grupo também protestou contra as mortes de Alexsandra, Maria Helena e Mariana Bastos.

As vítimas desapareceram na tarde de sexta-feira (15) após saírem para caminhar na Praia dos Milionários, uma das mais turísticas de Ilhéus. Uma gravação feita por uma câmera de segurança mostra as vítimas passeando com um cachorro na areia.

O corpos das três mulheres foram encontrados um dia depois, em uma área de vegetação que fica próxima da praia. De acordo com a Polícia Civil, os corpos das vítimas tinham marcas de facadas.

A Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança de pelo menos 15 estabelecimentos comerciais. Os comércios ficam próximos do local onde os corpos das vítimas foram encontrados.

"Foram coletadas imagens de diversos pontos de estabelecimentos comerciais e residências. Essas imagens vão contribuir para a elucidação desse crime", afirmou o delegado Hélder Carvalhal, titular do núcleo de Homicídios de Ilhéus.

Fonte: g1

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