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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Ex-PL, Vitor Azevedo aposta no Avante e reforça apoio a Jerônimo para 2026

O DEPUTADO estadual Vitor Azevedo afirmou que a mudança partidária ocorreu por divergências sobre os rumos políticos para as eleições de 2026

Foto: Neusa Costa Menezes/Agência ALBA

Por Guilherme Reis, Henrique Brinco e Paulo Roberto Sampaio

Recém-filiado ao Avante após deixar o PL, o deputado estadual Vitor Azevedo afirmou que a mudança partidária ocorreu por divergências sobre os rumos políticos para as eleições de 2026. Em entrevista à Tribuna, o parlamentar destacou que decidiu permanecer na base do governador Jerônimo Rodrigues desde o segundo turno de 2022 e encontrou no novo partido afinidade política e espaço para fortalecer sua atuação na Assembleia Legislativa da Bahia. O deputado também avaliou o cenário eleitoral no estado e demonstrou confiança na reeleição de Jerônimo, além de defender a força política de nomes como Jaques Wagner e Rui Costa na disputa pelo Senado. Durante a entrevista, Vitor citou demandas do interior baiano, especialmente de Vitória da Conquista, onde cobra a construção de uma maternidade regional, e afirmou que a segurança pública deve ser enfrentada com investimento, planejamento e ampliação das ações de inteligência. O parlamentar ainda avaliou que o Avante deve ampliar sua presença política na Bahia em 2026 e classificou como positivo o diálogo entre deputados estaduais e o Palácio de Ondina.

 

Tribuna - O senhor deixou o PL e oficializou sua filiação ao Avante. O que motivou essa mudança partidária e quais expectativas o senhor tem para essa nova fase política?

Vitor Azevedo - Tive que sair do PL porque seguimos caminhos diferentes na política. Eu optei por ficar na base do governo Jerônimo Rodrigues (PT), enquanto o partido preferiu tomar outro rumo em 2026. Desde o segundo turno das eleições de 2022, decidi ficar na base governista, que é onde estou atualmente. A escolha pelo Avante foi natural. Conversei bastante com os principais líderes do partido na Bahia, Ronaldo Carletto e o deputado federal Neto Carletto, e identificamos no Avante muitos pontos em comum com aquilo no que acredito, inclusive o desejo de construir um partido mais forte na Assembleia Legislativa, que tenha voz e peso por meio de suas aspirações e decisões.


Tribuna -   O senhor tem forte ligação com Vitória da Conquista e outras regiões do interior baiano. Quais são hoje as principais demandas que chegam da população dessas localidades?

Vitor Azevedo -  No caso específico de Vitória da Conquista, temos lutado bastante hoje pela construção da maternidade regional, que será algo positivo também para diversos outros municípios da região. A pedido do presidente da Câmara Municipal da cidade, vereador Ivan Cordeiro (PL), fiz esse pedido oficialmente ao secretário estadual de Saúde. Todos os dias recebo demandas do interior, de diversas localidades e por diversos meios: ofício, Instagram, pedido na Assembleia. Alguns são por regulação, por saúde, emprego, por uma obra. São pedidos de todos os meus redutos na Bahia, que buscamos atender e viabilizar.


Tribuna -   Na ALBA, o senhor já participou de comissões importantes, como Direitos Humanos, Segurança Pública e Meio Ambiente. Como avalia os desafios atuais da Bahia nessas áreas?

Vitor Azevedo -  São comissões estratégicas. Hoje, faço parte da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tida como a mais importante da Casa. É por elas que os projetos passam antes de seguirem ao plenário, e é onde as discussões de fato acontecem. Foi onde discutimos, antes de ir a plenário, o projeto de minha autoria que tornou de validade indeterminado todos os laudos e perícias médicas que atestam o transtorno do espectro autista (TEA) e a síndrome de Down na Bahia.

Tribuna -   A segurança pública segue entre as maiores preocupações dos baianos. Que medidas o senhor acredita que podem fortalecer o combate à violência no estado?

Vitor Azevedo -  Acho que o problema da violência na Bahia, como em qualquer outro lugar, deve ser combatido com rigor, diálogo, investimento e planejamento, como o governo da Bahia tem feito. Não se combate o crime com bravata, com discurso, como a oposição tem tentado fazer e enganar a população com promessas vazias. Se faz isso com a destinação correta dos recursos, como o secretário Marcelo Werner faz. Não é um problema que será resolvido do dia para a noite, isso é fato, mas que tem sido combatido de forma séria pelo governo baiano com a contratação de novos policiais, na aquisição de armamentos e viaturas e no investimento em inteligência.  

Tribuna -   O Avante vem crescendo na Bahia e ampliando sua presença no interior. Qual deve ser o papel do partido nas eleições de 2026?

Vitor Azevedo -  Acredito que o Avante terá um papel preponderante. O partido já tem hoje a terceira maior bancada governista na Assembleia, e pode crescer ainda mais nas próximas eleições. Devemos crescer também na disputa por espaço na Câmara Federal e nas suplências dos nossos senadores. Enfim, o Avante está preparado para dar um salto na Bahia e fazer aqui do Estado um exemplo para o Brasil.

 

Tribuna -   O governo Jerônimo tem atendido as demandas dos deputados? Como tem sido o diálogo com o Palácio de Ondina?

Vitor Azevedo -  Claro que nós, deputados estaduais, sempre pedimos e queremos mais, porém acredito que estamos satisfeitos com o governo. Temos um diálogo aberto, encaminhamos nossos pleitos e, na medida do que é possível, somos atendidos, sim.

 

Tribuna -   Jerônimo chega forte para a reeleição, apesar das pesquisas que apontam favoritismo de ACM Neto?

Vitor Azevedo -  Não há dúvidas disso. Jerônimo chegará fortalecido na disputa. Os números já estão demonstrando isso. O governador também será ajudado por dois grandes senadores, que serão Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT). Eles, certamente, irão dar o seu percentual de ajuda na disputa. Além disso, acredito que o presidente Lula (PT) também terá um papel preponderante nessa corrida na Bahia, ajudando o governador e sua reeleição.


Tribuna -   Um ponto interessante é que embora Neto apareça à frente, seus respectivos aliados, Coronel e Roma, que disputam o Senado na chapa, estão em desvantagem comparando com Rui e Wagner. A que se deve isso na sua opinião?

Vitor Azevedo -  Na Bahia, há décadas que o governador elege os senadores, e vice-versa. Rui e Wagner formam uma dupla de senadores muito forte. Rui Costa acabou de deixar o cargo de Ministro da Casa Civil, tem todo um recall, enquanto Wagner é o formador desse grupo político que está aí. É natural que eles estejam em ampla vantagem nessa disputa e, com certeza, irão sair vencedores dessa eleição.


Tribuna -   No cenário nacional, vemos mais uma vez a polarização. Lula e Flávio aparecem empatados praticamente. O que podemos esperar daqui pra frente?

Vitor Azevedo -  Eu acho que, na Bahia, o presidente Lula segue com larga vantagem. E isso também vai ajudar o governador Jerônimo Rodrigues na reeleição, bem como os nossos senadores, deputados federais e estaduais. Temos a esmagadora maioria do número de prefeitos, de vereadores e de lideranças ao nosso lado. Então, esse é um dado fundamental nessa disputa. A polarização acontece mais em outros estados do país. Aqui na Bahia a vantagem de Lula é ampla e indiscutível.

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