As ordens judiciais foram expedidas contra o PM da ativa, de 36 anos, um ex-policial militar de 38 anos e uma mulher de 28 anos, apontada pela investigação como responsável por intermediar a comunicação entre integrantes do grupo
Por Livia Veiga
Um policial militar da ativa, um ex-policial militar e uma mulher investigados por integrar uma organização criminosa envolvida em extorsão mediante sequestro foram alvos da Operação Juramento Quebrado, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta terça-feira (9). A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão e três de busca e apreensão na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e em Pernambuco. Um dos investigados, policial militar lotado no 30º Batalhão da PM, não foi localizado e é considerado foragido.
As ordens judiciais foram expedidas contra o PM da ativa, de 36 anos, um ex-policial militar de 38 anos e uma mulher de 28 anos, apontada pela investigação como responsável por intermediar a comunicação entre integrantes do grupo. A mulher foi presa em Arembepe, distrito de Camaçari. Já o ex-PM foi localizado em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, onde também foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic). As apurações apontam que os suspeitos integravam uma organização criminosa voltada à prática de extorsão mediante sequestro e outros crimes violentos com atuação na Região Metropolitana de Salvador.
Segundo a investigação, o policial militar foragido exercia função estratégica no grupo, sendo responsável pelo recrutamento de policiais, ex-policiais e pessoas ligadas à segurança privada. As apurações indicam que a organização selecionava vítimas com antecedentes criminais, que eram sequestradas e submetidas a extorsões mediante pagamento de valores exigidos para a libertação.
A Polícia Civil também investiga o envolvimento do grupo em homicídios e ocultação de cadáver. Os investigados ainda são apontados como integrantes de uma estrutura com atuação semelhante à de milícia na localidade de Barra de Pojuca, em Camaçari. As investigações identificaram que vítimas sequestradas em Salvador e Simões Filho teriam sido levadas para um mesmo cativeiro na região, onde equipes policiais também cumpriram medidas judiciais durante a operação.
Entre os casos apurados estão os sequestros de uma vítima abordada em Mussurunga, no dia 5 de março deste ano, e de outra capturada em Simões Filho três dias antes. O inquérito aponta ainda a existência de outros três casos com características semelhantes que continuam sob investigação da Delegacia Antissequestro.
Segundo o diretor do Deic, delegado Thomas Galdino, as ações de combate a esse tipo de crime permanecem entre as prioridades da Polícia Civil. “O combate ao crime organizado e aos crimes de extorsão mediante sequestro é permanente. Seguiremos atuando de forma contínua para desarticular esses grupos e responsabilizar todos os envolvidos”, afirmou.
A Polícia Civil informou que um homem de 41 anos apontado como integrante do mesmo grupo morreu em abril deste ano após reagir a uma abordagem policial durante a Operação Arcanjo Traidor. Na ocasião, segundo a corporação, ele foi socorrido após ser ferido em confronto, mas não resistiu. Com o suspeito foram apreendidos uma pistola, um cacetete e outros materiais considerados de interesse investigativo.
A Operação Juramento Quebrado contou com a participação de equipes do Deic, da DAS, da Corregedoria Geral da Polícia Civil, da Corregedoria da Polícia Militar, do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Gatti), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Juazeiro e da 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior. Até o fechamento desta edição, as investigações prosseguiam, no intuito de localizar o policial militar foragido e identificar outros integrantes da organização criminosa.







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