A nomeação de Sandro Magalhães para o cargo de diretor da Fundação Pedro Calmon frustrou a tentativa de Éden Valadares de garantir a sucessão do PT
Por Mateus Soares
A nomeação de Sandro Magalhães para o cargo de diretor da Fundação Pedro Calmon, publicada ontem (26) no Diário Oficial do Estado (DOE), frustrou a tentativa do atual presidente do PT, Éden Valadares, de garantir a sucessão do partido nas eleições internas de julho deste ano.
De acordo com o estatuto do PT, que impede o presidente de ocupar cargos públicos, a nomeação de Sandro Magalhães é vista como uma compensação, já que ele foi cogitado como possível sucessor de Éden, que decidiu não disputar a reeleição.
Com a retirada do nome do grupo que apoia a atual presidência do PT, cresce a pressão para que o ex-prefeito de Amargosa, Júlio Pinheiro, se lance como candidato de consenso à presidência do partido, reunindo tanto a base de Éden quanto a oposição.
Júlio Pinheiro teria recebido um convite do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para disputar a presidência, mas recusou, pois pretende concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições do próximo ano.
Encontro
Vale destacar que a suposta intervenção de Jerônimo Rodrigues ocorreu após uma reunião das correntes petistas, realizada na última segunda-feira (24), na qual a oposição demonstrou coesão e força, criticando duramente a gestão de Éden Valadares à frente do PT.
Participaram deste encontro, o deputado federal Waldenor Pereira e os estaduais José Raimundo, Maria Del Carmen, Fátima Nunes, Robinson Almeida e Marcelino Galo, além do secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, entre outras figuras petistas do estado baiano.
Lá, também foram mencionados como possíveis candidatos à sucessão de Éden os nomes de Edízio Nunes e dos ex-presidentes do PT na Bahia, Everaldo Anunciação e Jonas Paulo.
A reunião foi interpretada como uma resposta ao movimento de Éden Valadares de lançar Sandro Magalhães, presidente do PT de Serrinha, como candidato à sua própria sucessão, o que gerou desconforto dentro do partido. Além disso, o movimento foi visto como uma tentativa de demonstrar força junto ao governador Jerônimo Rodrigues, que, no momento, enfrenta desafios nas pesquisas para a reeleição.
O governador Jerônimo Rodrigues vê na pacificação interna do PT uma forma de evitar dificuldades na composição de sua chapa para a sucessão estadual de 2026.







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