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sexta-feira, 21 de março de 2025

Preços de locação residencial aceleram em fevereiro de 2025

Em relação à distribuição geográfica, 35 das 36 cidades monitoradas apresentaram valorização nos preços de locação, com destaque para Aracaju

Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia

Por Vitor Silva

Os preços de locação residencial no Brasil registraram uma nova aceleração em fevereiro de 2025, conforme dados do Índice FipeZAP. O aluguel residencial apresentou um aumento de 1,07% no mês, superando as variações observadas em dezembro (+0,93%) e janeiro (+0,96%). Este crescimento reflete uma tendência de valorização que continua a impactar o mercado de aluguel em várias regiões do país, especialmente nas capitais.

De acordo com o Índice FipeZAP, os imóveis com quatro ou mais dormitórios foram os que apresentaram a maior valorização no aluguel, com um aumento de 1,58%. Por outro lado, as unidades de um dormitório, que costumam ser procuradas por solteiros e casais sem filhos, tiveram uma valorização mais modesta de 1,02%. Essa variação destaca uma diferenciação de preços no mercado, onde imóveis maiores continuam a atrair mais valorização, embora o aumento em imóveis menores também tenha sido significativo.

Em relação à distribuição geográfica, 35 das 36 cidades monitoradas apresentaram valorização nos preços de locação, com destaque para Aracaju, que viu um impressionante aumento de 4,42% nos aluguéis. Outras capitais que também se destacaram foram Manaus (+3,49%), Salvador (+2,82%), João Pessoa (+2,54%) e Belém (+2,34%). As cidades que experimentaram as menores altas foram Porto Alegre (+0,40%) e Vitória (+0,62%), enquanto Brasília foi a exceção, com uma queda de 1,73% no preço do aluguel residencial.

Primeiro Bimestre de 2025: Tendência de Alta Contínua

Considerando o primeiro bimestre de 2025, o Índice FipeZAP de Locação Residencial acumulou uma alta de 2,04%, um crescimento superior ao observado pelo IPCA/IBGE, que registrou uma inflação de 1,47%, e ao IGP-M/FGV, que apresentou uma variação de 1,33%. No período, 34 das 35 localidades apresentaram aumento nos preços de locação, incluindo 21 das 22 capitais, com Aracaju (+6,06%) e Salvador (+5,45%) liderando a lista de valorização.

Valorização Acumulada nos Últimos 12 Meses

Nos últimos 12 meses, o aluguel residencial acumulou uma valorização de 12,92%, superando tanto a inflação registrada pelo IPCA/IBGE (+5,06%) quanto o IGP-M/FGV (+8,44%). Entre os tipos de imóveis, as unidades com quatro ou mais dormitórios apresentaram a maior alta acumulada (+16,50%), enquanto imóveis com três dormitórios tiveram um aumento de 11,69%. O cenário de valorização foi generalizado, com todas as 36 cidades monitoradas registrando aumento no preço dos aluguéis. Entre as capitais, Salvador (+34,61%), Campo Grande (+25,80%) e Porto Alegre (+25,36%) lideraram os aumentos mais expressivos.

Preço Médio do Aluguel em Fevereiro de 2025

Em fevereiro de 2025, o preço médio do aluguel nas 36 cidades monitoradas foi de R$ 47,47/m². A maior média foi observada em imóveis de um dormitório, com preço médio de R$ 63,54/m², enquanto os imóveis de três dormitórios apresentaram os valores mais baixos, com média de R$ 40,56/m². Entre as capitais, São Paulo registrou o maior valor médio de aluguel, com R$ 59,19/m², seguida de Recife (R$ 56,67/m²), Belém (R$ 56,62/m²) e Florianópolis (R$ 55,64/m²). Já as capitais com os menores preços médios foram Aracaju (R$ 25,41/m²) e Teresina (R$ 22,30/m²).

Rentabilidade do Aluguel Residencial

A rentabilidade do aluguel residencial, medida pelo retorno anual médio sobre o valor de venda dos imóveis, foi de 5,84% em fevereiro de 2025. Essa taxa, embora ainda abaixo das rentabilidades de investimentos financeiros de referência, reflete um mercado de aluguel ainda atrativo para investidores. Imóveis de um dormitório apresentaram uma rentabilidade superior, com 6,59% ao ano, enquanto unidades com quatro ou mais dormitórios tiveram a menor rentabilidade, de 4,80% ao ano. Entre as capitais, as maiores rentabilidades foram observadas em Belém (8,41%), Manaus (8,39%) e Recife (8,12%).

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