Tucano faz festa e toca pandeiro para comemorar os seis anos de um programa que conseguiu reduzir em 57% os homicídios, em 87% os roubos de veículos e em 78% os roubos de pedestres no Estado enquanto aguarda uma definição sobre o futuro do PSDB
Por Marcelo Godoy, da Agência Estado
Teve governador tocando pandeiro, show de rapper, exibição de vídeo publicitário e elogios. Muitos. A festa preparada em Porto Alegre para comemorar os resultados de seis anos do programa RS Seguro, a principal vitrine do governo de Eduardo Leite, tinha uma razão de ser: a certeza de que nenhum candidato à Presidência de 2026 poderá passar ao largo do debate sobre a insegurança nas ruas do País.
A queda vertiginosa das estatísticas de criminalidade no Rio Grande Sul são o principal trunfo de Leite como pré-candidato à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva enquanto aguarda a definição do futuro de seu partido: o PSDB. Foi o que se viu na quinta-feira, dia 13, no salão Alberto Pasqualini, no Palácio Piratini.
O lugar começou a lotar por volta das 15h15. Policiais civis, militares e federais além de procuradores, magistrados e especialistas em segurança pública subiram a escadaria central da sede do governo gaúcho para o encontro em que Leite tornaria público os resultados do RS Seguro.
Com instrumentos de geolocalização do crime, o uso de inteligência artificial e com a estratégia de dissuasão focada em grupos criminosos violentos e suas lideranças entre outros pontos do programa, o Estado registrou queda de 57% dos homicídios (foram 1.701 em 2024 ante 3.371 em 2017), 87% nos roubos de veículos ( de 17.872 para 2.286) e 78% dos roubos de pedestres no Estado – de 67,4 mil em 2017 para 15,1 mil em 2024.
Encerrada a apresentação dos dados e de casos relatados por policiais, o governador deixou um salão e passou para outro, onde uma nova apresentação do programa foi feita para o público em geral em um palco montado no salão ao lado.
Foi ali que a apresentação dos dados do programa RS Seguro e dos resultados da segurança se transformou em uma festa que terminou com Leite no palco com um pandeiro na mão. Desta vez, para tocar um samba em companhia do rapper Chiquinho Divilas e do grupo Hip Hop com Samba.
Eram já 19h40 quando a festa acabou e o governador foi se reunir com Andrei Roman, o diretor do instituto AtlasIntel – há 15 dias, pesquisa de outro instituto, o Quaest, mostrou que 62% dos gaúchos aprovam a gestão de Leite quase um ano depois das enchentes que afetaram cerca de 2,4 milhões de habitantes do Estado.







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