De acordo com os dados da Serasa, o valor médio das dívidas dos consumidores em Salvador, cidade baiana com o maior número de endividados, chega a R$ 4.967,87
Por Por Daniel Costa
O endividamento tem se tornado uma realidade cada vez mais presente na vida dos baianos, especialmente na capital, Salvador. Dívidas essas que afetam principalmente as mulheres baianas, sendo 52% do perfil de endividados, logo após vem os homens com 47%. Este cenário se dá muito por questões sociais, como mulheres ainda terem uma remuneração menor e ganharem menos que os homens.
Em um cenário de dificuldades econômicas e aumento nos custos de serviços essenciais consequentemente, o orçamento familiar é afetado. Cartões de crédito, contas de luz e água são algumas das principais fontes de endividamento dos consumidores, levando muitas pessoas a ficar com o chamado “nome sujo”.
De acordo com os dados da Serasa, o valor médio das dívidas dos consumidores em Salvador, cidade baiana com o maior número de endividados, chega a R$ 4.967,87, o equivalente a mais de três salários mínimos. A capital baiana tem mais de 1,2 milhão de CPFs negativados. O número de inadimplentes tem gerado um grande impacto no comprometimento orçamentário da população local, que é 17% maior do que o valor médio das dívidas em todo o estado da Bahia, que é de R$ 4.230,60.
CIDADES
Em entrevista ao Jornal Tribuna da Bahia, a Educadora Financeira da Serasa, Cinara Santos, afirma que Salvador e Lauro de Freitas são as cidades com o maior número de inadimplentes no estado. “Na Bahia, temos 4.698.698 inadimplentes, e apenas em Salvador temos 1.223.199 inadimplentes, o que é um número bastante alto, quase 25% do estado das dividas estão em Salvador”, explicou Cinara.
De acordo com a educadora, a principal causa do endividamento no estado é o alto custo das contas de serviços essenciais, como cartões de crédito, luz e água, que impactam diretamente o orçamento familiar.
O uso do cartão é o principal vilão do endividamento, pois muitos consumidores utilizam o crédito sem perceber o impacto das parcelas futuras. “As pessoas falam que o cartão de crédito é o vilão, eu não gosto de dizer que isso. O mau uso do cartão de te leva ao endividamento, maior parte das dividas são com os bancos e cartões, sendo os bancos a parte do cheque especial e o cartão é aquele crédito fácil, mas que o uso errado, leva as dividas”, explicou Cinara
“Se eu tenho um cartão de crédito, a minha fatura não pode passar de 30% do meu salário, pois acima disso eu já começo a comprometer as minhas outras contas como água, luz, internet. telefone. Inclusive, no mapa do endividamento, essas contas básicas são a segunda maior dívida dos baianos. Importante ressaltar que não se deve deixar o limite do cartão de crédito ser uma soma do seu salário, as pessoas têm essa falha e na verdade o cartão é somente um dinheiro emprestado que você precisa devolver no final do mês”, ressaltou.
PLANEJAMENTO
O planejamento financeiro é o melhor caminho para aqueles que desejam sair das dividas e também para a outra parcela que não quer se endividar. “Uma coisa importante para se fazer além do planejamento financeiro é ter uma reserva, que tem pode ser chamada de reserva de emergência, pois no momento que acontecer algum imprevisto, que sabemos que acontece, a pessoa já tem um dinheiro separado e evita de entrar em cheque especial, não precisa gastar o dinheiro do mês, para pagar esse algo inesperado. Então, quando você tem o controle dos seus gastos, o controle financeiros, você tem um limite de gastos no cartão, fica muito mais fácil você lidar com esse imprevisto tendo sua reserva financeira”, explicou a educadora financeira do Serasa.
A educadora financeira deu dicas para aqueles que desejam sair das dividas e também conselhos para outras pessoas evitarem se endividar. Para Cinara, a solução para o endividamento passa por uma combinação de educação financeira com planejamento, o que ajuda a aliviar o peso das dívidas. “A primeira coisa que se tem que fazer é saber quanto eu devo, sentar, anotar tudo o que eu devo, quais as contas e a partir daí eu vou perceber qual a dívida mais cara. E a dívida mais cara não é necessariamente a que custa mais caro mas sim que tem juros mais altos, então no geral essas dividas crescem muito rápido por conta dos juros elevados”, destacou.







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