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quarta-feira, 9 de abril de 2025

Motofaixa na Bonocô reduz quase 60% dos acidentes com motos em Salvador

Nova faixa exclusiva para motos já apresenta resultados positivos e pode ser implantada em outras avenidas da capital

Foto: Jefferson Peixoto/ Secom PMS

A implantação da motofaixa na Avenida Mário Leal Ferreira, a popular Bonocô, já mostra resultados positivos em Salvador. Nos primeiros trinta dias de funcionamento do novo espaço reservado para motociclistas, a Transalvador registrou uma queda de quase 60% no número de acidentes envolvendo motos na via. Foram três ocorrências em março, contra sete no mês anterior.

Desde o início de 2025, a Bonocô já contabiliza 17 sinistros com motocicletas, todos sem vítimas fatais. Em contrapartida, em todo o ano de 2024, foram registrados 56 acidentes com motos na avenida, com duas mortes e 54 pessoas feridas.

De acordo com a Transalvador, 59% das mortes no trânsito em 2024 na capital baiana envolveram motocicletas. Das 142 vidas perdidas no ano passado, 84 foram em acidentes com motos. Já nos três primeiros meses de 2025, 15 pessoas morreram nessas circunstâncias.

Para o superintendente de Trânsito de Salvador, Diego Brito, os números confirmam a eficácia da iniciativa. “Acreditamos que a motofaixa contribuiu com essa redução de acidentes com motos na Bonocô. Continuamos trabalhando para reforçar a segurança viária dos motociclistas”, afirmou.

A motofaixa está posicionada entre as faixas 1 e 2, nos dois sentidos da avenida, próxima ao canteiro central. A sinalização foi feita com linhas azul e branca, promovendo mais organização no tráfego sem prejudicar a dinâmica da via. Cada sentido da Bonocô continua com quatro faixas de rolamento para os demais veículos.

Além disso, a partir desta quinta-feira (10), a nova velocidade máxima da via, de 60 km/h, passa a ser fiscalizada. Essa adequação foi uma exigência da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para que a motofaixa fosse liberada. Mesmo os motociclistas devem respeitar esse limite.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o excesso de velocidade é a principal causa de mortes no trânsito em países como o Brasil. Um estudo da WRI reforça o alerta: um atropelamento a 60 km/h equivale a uma queda do sexto andar, com 98% de chance de morte.

Com os primeiros resultados positivos, a expectativa da Transalvador é expandir o modelo para outras avenidas da cidade. “Durante um ano, vamos enviar os dados trimestrais à Senatran. Se os números se mantiverem favoráveis, teremos autorização para levar a motofaixa a outras vias”, explicou Brito.

A orientação para os condutores de carros é clara: podem usar a motofaixa apenas para mudar de faixa, mas não devem circular continuamente por ela, sob risco de atrapalhar o fluxo seguro dos motociclistas.

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