O ex Vereador e Presidente da Câmara de Camaçari, Flávio Matos (União Brasil), surpreendeu ao adotar um tom mais conciliador ao se referir ao ex-prefeito Elinaldo Araújo durante entrevista concedida nesta semana a uma emissora local. Matos, que atualmente busca voltar a notoriedade politica e tem buscado se consolidar como alternativa dentro da base governista em uma possível candidatura em 2026, evitou críticas diretas ao seu antigo aliado político e destacou a importância da “união em prol do futuro da cidade”.
Flávio Matos, ex vereador e presidente da Câmara de Camaçari
“Tenho respeito por tudo que foi feito, e acredito que agora é o momento de olhar para frente, ouvir a população e construir um novo projeto para Camaçari, com diálogo e responsabilidade”, afirmou Matos, em resposta a questionamentos sobre seu futuro polirtico junto ao ex prefeito e pré candidato a Deputado Estadual Elinaldo, marcada por polêmicas relacionadas à possivéis rompimentos e indisposições.
A mudança de tom acontece após meses de especulações sobre o distanciamento político entre os dois nomes. Apesar disso, Flávio Matos preferiu focar sua fala em propostas e sinalizou que pretende seguir uma linha propositiva, sem aprofundar a rivalidade interna no grupo que hoje comanda a prefeitura.
“Não acredito que seja produtivo apontar erros neste momento. Prefiro falar do que podemos fazer melhor. Camaçari precisa avançar”, disse o politico, que também tem intensificado sua presença nas comunidades e redes sociais em ritmo pré-campanha.
A fala mais moderada contrastou com declarações recentes de adversários, como Luiz Caetano (PT), que classificou Matos como “cúmplice de todas as maldades de Elinaldo”, em referência à desativação de equipamentos públicos.
Analistas políticos apontam que a estratégia de Matos pode estar ligada à tentativa de manter a base unida e evitar um racha mais profundo dentro do grupo, ao mesmo tempo em que se posiciona como um nome com perfil mais “dialogador” para conquistar o eleitorado indeciso.
A disputa nas eleições em 2026 promete ser acirrada, com a polarização entre grupos tradicionais da cidade e um eleitorado cada vez mais exigente quanto à prestação de serviços e transparência na gestão pública.
Por Bruno Albuquerque








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