Enquanto Janja fala de TikTok com Xi Jinping, Michelle Bolsonaro consolida base silenciosa no Brasil profundo
Por Monica Gugliano, da Agência Estado
Há vários dias que, aonde se vá, a conversa acaba na intervenção de Rosângela Lula da Silva, a Janja, no protocolar jantar oferecido pelo presidente da China, Xi Jinping, e sua esposa Peng Liyuan ao casal brasileiro e sua comitiva. Xi Jinping é um dos governantes mais sóbrios que já vi. Formalíssimo, o que se estende a sua mulher; Imagino qual não foi a surpresa ao ser interpelado por Janja para falar sobre o TikTok. “Não há protocolo que me faça calar”, afirmou Janja, senhora de si, já aqui no Brasil.
O que Janja e quem sabe até o próprio Lula parece que não desconfiaram ainda é que há, sim, quem a faça calar. E não é um protocolo, mas um ser humano de carne e osso que atende pelo nome de Michelle Bolsonaro. Enquanto Janja perambula pelas cidades que o Itamaraty em tom jocoso chama de circuito Elizabeth Arden (Paris, Londres, Roma, Nova York), dizendo que participa de encontros da Aliança Global contra a Fome (um bloco multilateral formado por 142 membros entre países, instituições internacionais e organizações não governamentais), Michelle, quietinha, quase sempre acompanhada pela amiga, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), vai andando Brasil afora. Se fosse hoje, segundo pesquisas partidárias, estaria eleita pelo menos senadora.
Evangelizando grupos de mulheres, orando, defendendo o marido, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro – inelegível até 2030 - e visitando nas periferias aquele pessoal que nunca na vida vai jantar com Xi Jinping. Aliás, sequer sabe quem é o dono desse nome esquisito.







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