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sábado, 25 de janeiro de 2025

Lula preocupa aliados ao cogitar não disputar reeleição

Lula afirmou que, apesar de sua intenção de disputar a reeleição em 2026, não descarta a possibilidade de apoiar um sucessor

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Mateus Soares

Em reunião ministerial realizada nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, apesar de sua intenção de disputar a reeleição em 2026, não descarta a possibilidade de apoiar um sucessor. 

A declaração gerou preocupação entre aliados e na cúpula do PT, que temem que a falta de um plano B sólido possa enfraquecer a aliança de centro-esquerda liderada pela sigla. A apreensão vem da percepção de que nenhum dos atuais quadros do partido está preparado para assumir o protagonismo eleitoral caso Lula decida não se candidatar.

Entre os nomes cogitados estão o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), ex-governador da Bahia. Além dele, estão na lista o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da Educação, Camilo Santana, ambos do PT. No entanto, uma liderança importante do Partido dos Trabalhadores afirmou ao Valor Econômico que “nenhum dos três está pronto” para liderar o partido na corrida presidencial.

“Sem Lula na chapa, será muito difícil atrair as forças de centro, mesmo que o governo esteja bem avaliado”, declarou uma fonte do Centrão ao Valor Econômico. A mesma liderança também destacou que a presença de Lula como candidato seria “decisiva” para evitar o fortalecimento dos adversários.

Durante a reunião, o presidente também ponderou sobre fatores externos que poderiam influenciar sua decisão, como sua saúde, lembrando de episódios recentes, como o incidente com seu avião ao retornar do México e uma queda doméstica que o levou a uma cirurgia. De acordo com relatos de dois ministros, Lula mencionou que sua candidatura dependerá dessas condições e que seria necessário “melhorar as entregas” do governo para garantir força à chapa de 2026.

Caminhos

Nesta semana, após as especulações sobre a formação da chapa majoritária governista para 2026, o ministro Rui Costa reafirmou sua disponibilidade para disputar uma cadeira no Senado Federal. “Isso será definido em diálogo no ano que vem com o presidente, mas é evidente que o meu nome está disponível sim para contribuir com o projeto”, disse, durante o Programa "Bom Dia, Ministro".

A declaração de Rui Costa surge após o senador Jaques Wagner (PT) manifestar a ideia de uma chapa com Jerônimo Rodrigues, provável candidato à reeleição ao governo da Bahia, ele próprio em busca da permanência no Senado, e Rui Costa.

Essa configuração proposta por Wagner poderia retirar a possibilidade de reeleição do senador Angelo Coronel (PSD), da base do PT no estado, pelo mesmo grupo político. A alternativa não foi bem recebida por Coronel, que, em resposta, publicou uma suposta indireta direcionada ao trio nas redes sociais.

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