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sábado, 4 de janeiro de 2025

Ozempic: Governo diz que não prevê mudar lei de patentes após pedido do fabricante

 CEO da Novo Nordisk conversou com Geraldo Alckmin para buscar sobrevida à exclusividade na produção de medicamento emagrecedor

Após divulgação pela CNN de que a fabricante do Ozempic procurou o governo para sugerir mudanças nas regras de patentes, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio informou que “não há previsão para alterar a legislação de propriedade industrial” do país.


Em dezembro, o presidente e CEO Global da Novo Nordisk, empresa dinamarquesa que fabrica o Ozempic, teve reunião virtual com o vice-presidente e chefe do ministério, Geraldo Alckmin (PSB).


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Em nota encaminhada à CNN, o ministério disse que o prazo de registro já caiu de 6,9 anos para 4,4 anos desde janeiro de 2023.


No Brasil, o período máximo que as farmacêuticas podem garantir a exclusividade sobre a produção de medicamentos e outros insumos de saúde é de 20 anos. No entanto, laboratórios alegam que o país deveria prolongar esse tempo com base na demora para obtenção do registro do remédio. Isso poderia dar sobrevida às patentes.


No caso do Ozempic, pela regra brasileira, a quebra de patente será em 2026. O fim da exclusividade sobre a fórmula poderá baratear o medicamento, conhecido pela ação emagrecedora.


Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional um artigo da Lei de Propriedade Industrial que permitia que as patentes durassem mais de vinte de anos.

Em 2023, o Tribunal Regional Federal da 1* região negou pedido do Ozempic para que o período de patente fosse prorrogado até 2036.

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