Quando os raios UV atingem a pele, eles podem danificar as células e, a longo prazo, causar doenças graves, como o câncer de pele e catarata
Por Vitor Silva
O verão chegou com força total no Brasil, e com ele, os dias de calor intenso. Na Bahia, tanto os locais quanto os turistas estão aproveitando o que a estação tem de melhor: as incríveis praias que o estado oferece.
Contudo, os momentos de lazer exigem cuidados. O país entrou em alerta devido ao elevado índice de radiação ultravioleta, um fenômeno causado pela redução da camada de ozônio e pelas altas temperaturas registradas, que coloca a população em risco.
A radiação ultravioleta é uma forma de energia natural emitida pelo Sol durante o ano todo. Apesar de não ser visível, ela afeta a nossa pele com grande intensidade devido ao seu comprimento de onda muito curto.
Quando os raios UV atingem a pele, eles podem danificar as células e, a longo prazo, causar doenças graves, como o câncer de pele e catarata. Durante o verão, especialmente no Hemisfério Sul, a incidência solar se torna mais direta, intensificando os efeitos dos raios UV.
É comum que, durante os meses mais quentes, os índices de radiação UV atinjam níveis elevados, e em alguns casos, extremos. Isso ocorre principalmente entre as 10h e as 16h, quando os raios solares têm maior intensidade.
Apesar disso, Salvador ainda não foi incluída no alerta. De acordo com a meteorologista Cláudia Valéria, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a cidade continua com temperaturas normais para a estação, variando entre 33 e 34 graus. “Normal para o verão soteropolitano”, disse.
A dermatologista Marília Acioli, sócia da Áurea Dermatologia integrada, alerta que o principal cuidado que a população deve ter nesta época é com as queimaduras solares. "Qualquer exposição ao sol, seja ela com ou sem queimadura, pode afetar a pele a longo prazo, com o aparecimento de manchas, rugas e até câncer de pele. No entanto, o risco é muito maior quando ocorre a queimadura", explicou.
Ela reforçou que as queimaduras solares, que deixam a pele vermelha e formam bolhas, aumentam os danos à pele. "A quantidade de vezes que a pele se queima ao longo da vida é um fator determinante no aumento do risco de câncer de pele. Sabemos que a melanina, presente na pele, age como um protetor solar natural, e quanto mais clara a pele, maior a chance de queimaduras e, consequentemente, de câncer de pele", afirmou.
Quanto ao tempo máximo de exposição ao sol, Acioli ressaltou que não há um tempo fixo, pois depende muito do tipo de pele. "A orientação é sempre usar protetor solar nas áreas expostas e reaplicá-lo a cada duas horas. Nem sempre as pessoas aplicam o produto corretamente em todas as áreas descobertas, então a reaplicação é fundamental para quem está em exposição direta ao sol", explicou.
A dermatologista ainda deu dicas sobre os cuidados no verão. "Ao ir à praia ou caminhar ao ar livre, a pele ficará exposta ao sol. O ideal é reaplicar o protetor solar a cada duas horas, mas não é necessário se tornar refém do fotoprotetor, o importante é não esquecer de usá-lo", aconselhou.
Ela também mencionou que roupas e tecidos podem oferecer proteção adicional contra as queimaduras solares. "Tecidos leves, finos e frescos são ótimos para proteger a pele. Mesmo sem proteção UV, roupas mais cobertas ajudam a evitar queimaduras", afirmou.
Além disso, Acioli destacou a importância da proteção para o rosto e pescoço. "Usar bonés, chapéus, viseiras e guarda-sol é essencial. Quando os índices de radiação UV estão elevados, é preciso ter cuidado, pois até uma breve exposição pode causar queimaduras solares, o que aumenta os riscos à saúde", concluiu.







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