Jornalismo com Credibilidade.

Jornalismo com Credibilidade.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Dia das Crianças deve movimentar R$ 6,7 bi na Bahia e fim de ano promete

O ano passado contou com taxas de juros mais baixas, que favoreceram o consumo, enquanto 2025 enfrenta juros mais elevados e aumento da inadimplência

Foto: Vitor Santos / Sempre

Por Rayllanna Lima

Mesmo com orçamento apertado, os brasileiros não pretendem deixar o Dia das Crianças passar sem a devida celebração. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro, 84% da população afirma que vai presentear alguém em 2025, o que representa cerca de 130 milhões de pessoas. Em 2024, o índice foi de 71%. O levantamento mostra ainda que quatro em cada dez consumidores planejam gastar até R$ 200, valor que deve aquecer o comércio em diferentes segmentos.

A data, que marca o início do clima natalino no varejo, costuma antecipar parte das compras de fim de ano e funciona como termômetro para novembro e dezembro. Em 2024, os segmentos ligados ao Dia das Crianças registraram crescimento de 3,5%. Para 2025, porém, o Sistema Comércio-BA, por meio da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia), projeta estabilidade. Em vez de ampliar o faturamento, o varejo baiano deve manter o patamar alcançado no ano anterior, com estimativa de R$ 6,7 bilhões em outubro.

A diferença entre crescimento e estabilidade reflete mudanças no cenário macroeconômico. O ano passado contou com taxas de juros mais baixas, que favoreceram o consumo, enquanto 2025 enfrenta juros mais elevados e aumento da inadimplência, fatores que restringem o poder de compra das famílias. “Mesmo sem crescimento expressivo, manter o nível de vendas já é um bom resultado, considerando as dificuldades de crédito e o comportamento cauteloso das famílias”, avalia o presidente do Sistema Comércio-BA, Kelsor Fernandes.

A pesquisa nacional do Instituto Locomotiva também revela que o ato de presentear vai além da relação entre pais e filhos. Mesmo entre pessoas que não têm filhos, 72% afirmam que compraram ou pretendem comprar presentes neste ano. Entre os que têm filhos, o percentual sobe para 90%. Em média, cada brasileiro pretende presentear três crianças diferentes. As mulheres seguem à frente nas compras, com 87% delas dizem que vão às lojas, contra 81% dos homens, reforçando o papel central que ainda ocupam na celebração da infância.

Para o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, os resultados mostram mudanças no comportamento de consumo. “A maior intenção de compra entre as mulheres mostra como a responsabilidade pelo cuidado da infância ainda está concentrada nelas. Ao mesmo tempo, os sobrinhos aparecem como grandes destinatários dos presentes, ampliando o alcance da data para além da relação entre pais e filhos”, destaca.

Os brinquedos continuam na liderança entre as opções de compra, citados por três em cada quatro brasileiros. Em seguida vêm roupas e acessórios (45%), além de calçados, jogos, chocolates e livros, compondo um portfólio diversificado de presentes.

Uma ótima opção de presente é a boneca Zuri, da Novabrink, que foi desenvolvida para ser um brinquedo com o qual crianças possam se identificar. A nova versão da Zuri veste um macaquinho colorido e tênis brancos, mantendo seu icônico cabelo macio e enraizado, perfeito para criar diversos penteados com o pente que acompanha o brinquedo.

Para desenvolver a criatividade dos pequenos, a proposta da linha Slimy Crush, da Candide, é simples, criativa e cheia de possibilidades: misturar, criar, decorar, tirar fotos e, no final, amassar tudo. O kit vem com todos os itens necessários, além de receitas práticas e intuitivas que transformam a experiência em uma brincadeira envolvente do começo ao fim.

Setor de vestuário, tecidos e calçados puxam desempenho positivo

No comércio baiano, o setor de vestuário, tecidos e calçados deve puxar o desempenho positivo, com avanço de 3,8% nas vendas. Farmácias e perfumarias aparecem logo depois, com alta de 2,6%, enquanto as lojas de eletroeletrônicos devem repetir o desempenho do ano passado. Já segmentos como artigos esportivos, chocolates e joalherias podem ter leve retração de 1,8%.

Com base no IPCA do IBGE, a Fecomércio-BA calculou que a cesta de 18 produtos típicos da data teve alta de 1,65% nos últimos 12 meses — variação bem abaixo da média da Região Metropolitana de Salvador (4,94%). Os maiores aumentos foram observados em bijuterias (+14%), relógios (+6,8%) e aparelhos de som (+5,87%). Brinquedos, item mais tradicional do período, subiram apenas 1,82%, bem menos que os 5,94% registrados em 2024. 

0 comments:

Postar um comentário

Destaques do Dia

Veja quem tem direito ao novo Desconto Social de Energia Elétrica

Mudança nas regras do benefício passa a incluir famílias com renda entre meio e um salário-mínimo por pessoa, garantindo desconto direto na ...